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Como se locomover pelas cidades com segurança

São muito os motivos que nos levam a sair de casa.  Ir e vir pela cidade é necessário. E independente de estarmos em um momento que aponta a retomada gradual das atividades econômicas, a segurança é tema que fica a cada dia mais atual, seja para quem voltou ao trabalho presencial – ou mesmo aqueles que nunca deixaram – seja os que vão continuar no home office, mas precisam ir aqui e ali para as compras essenciais da casa e da família, por exemplo.

Segurança e locomoção são temas que andam juntos. Tanto que este período foi marcado por alguns fenômenos interessantes, como o aumento significativo de venda de bicicletas e do uso de aplicativos de mobilidade urbana nas regiões periféricas das cidades brasileiras.

O uso da bicicleta como meio de locomoção para o trabalho cresceu muito neste período. É considerada uma opção saudável, divertida, barata e com um risco de contágio baixo, se comparado ao transporte em massa, como ônibus e metrô. As vendas de bicicletas no Brasil subiram 118% em 2020 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o portal G1.

Apesar do crescimento do número de bicicletas nas ruas, esse não é um modal que funcione para todos. A ausência de ciclovias na maioria das cidades brasileiras, longas distâncias e a falta de hábito de pedalar faz com que a maioria dos trabalhadores precise contar com seus próprios veículos ou com os meios de transporte coletivos para chegar ao trabalho.

Os cuidados no transporte público

Para quem não consegue evitar essa opção, é muito importante o cuidado redobrado e o uso contínuo de máscaras de proteção. Já que o distanciamento sugerido nem sempre é possível em ônibus, trens e metrôs, as máscaras funcionam como uma ótima barreira de proteção para nosso organismo.

Apesar de não ser obrigatório, é interessante também o uso de luvas plásticas, já que o contato com meios de pagamento, corrimãos e outros locais possivelmente infectados pode acontecer. Falando em meios de pagamento, dê preferência aos meios em que não é necessário o contato físico, como cartões magnéticos, que inclusive podem ser recarregados, em muitas cidades brasileiras, pela internet, evitando assim uma aglomeração nas filas dos postos de compra de bilhetes.

Outra dica importante, sempre que possível, é escolher períodos do dia de menor movimento para sair de casa, evitando assim as aglomerações que acontecem nos horários de pico tanto nas estações quanto dentro dos trens, ônibus e metrôs. E, claro, como já virou costume de todos, manter sempre por perto um frasco com álcool em gel para higienização frequente das mãos.

Ir de carro também exige atenção

Existem pontos importantes a serem seguidos para quem possui veículo próprio ou dirige o carro da empresa.

Antes de mais nada, como a maioria das pessoas utilizou muito pouco o carro nos últimos tempos, por que não começar com uma pequena revisão?

A calibragem adequada dos pneus é muito importante tanto para a segurança dos passageiros como para evitar desgaste precoce das peças do veículo e gasto excessivo de combustível. E se seu carro ficou muito tempo parado, é bem possível que os pneus tenham murchado um pouco.

Fundamental checar o nível e o estado do óleo, que, se estiver baixo ou muito deteriorado, pode causar danos gravíssimos ao motor. A água do sistema de arrefecimento, fluídos de freio e de câmbio também merecem uma atenção neste momento de retomada. 

Também vale a pena uma geral nas palhetas dos limpadores de para-brisas, já que elas podem ter ressecado neste período de pouco uso, comprometendo seu funcionamento em momentos de necessidade. Uma boa checagem nos filtros de ar do interior do veículo ajuda a garantir mais conforto aos passageiros, e um paninho umedecido com álcool pode ser uma ótima ideia para tirar a poeira – aproveitando para desinfetar- as partes rígidas do carro, como maçanetas, volante, painel, apoios de braço e porta-luvas.

Tenha à mão em seu carro um frasco de álcool em gel para higienização sempre que tiver contato com o exterior, como após encher o tanque do automóvel, por exemplo, ou pagar um pedágio em rodovias. Não há a necessidade de dirigir usando máscara de proteção se você estiver sozinho ou acompanhado apenas de pessoas que vivem em sua casa. Mas caso esteja no interior do veículo com alguém de fora do seu núcleo familiar, o uso da máscara é essencial para todos.

O que fazer se sua carteira de habilitação tiver vencido neste período?

Outro fator que tem gerado muitas dúvidas neste momento é como proceder em relação a documentação, tanto dos veículos como dos condutores.

Caso sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou Permissão para Dirigir (PPD) tenha vencido depois do dia 19 de fevereiro deste ano, não se preocupe. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicou a Resolução 782, em que relaxa esta e outras obrigatoriedades dos motoristas brasileiros.

Esta resolução foi referendada pelo Contran em reunião do órgão no final do mês de outubro de 2020.  Portanto, continua valendo mesmo com a retomada das atividades parciais nos Detrans, os órgãos gestores do trânsito na maioria dos estados.

O prazo para a renovação da CNH, que em geral é de até 30 dias depois de seu vencimento, está suspenso por tempo indeterminado (enquanto a Resolução 782 estiver em vigor).

Também não estão valendo os prazos para a transferência de propriedade do veículo, em caso de compra ou venda, igualmente de até 30 dias após a efetivação da transação, e nem o prazo de registro e licenciamento para veículos novos.

Mudança do perfil dos usuários de aplicativos durante a pandemia

Enquanto as classes mais abastadas diminuíram o uso de aplicativos para locomoção, seu uso aumentou significativamente entre as classes mais baixas. Uma pesquisa realizada pela empresa de mobilidade urbana 99, publicada pela Revista Veja, revela que em cidades como Belo Horizonte, por exemplo, as viagens em regiões periféricas da cidade aumentaram em 38% durante a pandemia. Já as corridas nos bairros mais ricos da cidade caíram 41%. Em São Paulo, esses números foram relativamente parecidos. As corridas nas regiões mais pobres cresceram em 32% e despencaram 42% nos bairros ricos.

Essa foi a maneira que uma parte da população adotou para conseguir chegar ao trabalho e cumprir as obrigações cotidianas fora de casa diminuindo sua exposição ao risco de contágio.

E para quem vai de bike ou a pé?

Tanto a ONU (Organização das Nações Unidas) quanto a OMS (Organização Mundial de Saúde) publicaram relatórios incentivando o uso das bicicletas como meio de transporte no período da pandemia. “O ciclismo e as caminhadas devem ser promovidos como uma alternativa ao transporte público, sempre que possível, para reduzir o risco de disseminação do vírus e melhorar a saúde da população em geral. Devem ser priorizados os deslocamentos de pedestres e ciclistas em determinadas vias, garantindo a sinalização adequada para maior segurança”, diz o texto publicado pelo blog “Unhabitat”, da ONU.

Mas mesmo quem vai fazer seus trajetos de bicicleta deve continuar tomando cuidados. Além do sempre necessário capacete, os usuários deste modal não devem deixar de usar máscaras, já que é possível a aproximação com outras pessoas, eventualmente contaminadas, nos trajetos.

E, assim como nos automóveis, algumas dicas de manutenção das bikes são importantes.

Os pneus devem ser calibrados frequentemente dentro da recomendação do fabricante. Freios e câmbios bem regulados e corrente lubrificada com produto adequado são medidas para evitar ficar na mão no meio do caminho. 

Ao circular pelas cidades com sua bicicleta, dê preferência às ruas menos movimentadas e pedale sempre pelo lado direito da via, próximo à calçada. Evite avenidas com trânsito pesado, bem como pedalar entre os veículos. Dê preferência para roupas claras, mais visíveis para os motoristas, e leves, já que pedalar não deixa de ser uma atividade física. E mantenha-se sempre bem hidratado.

Clicando aqui, você tem acesso ao Ciclomapa, um trabalho feito pela União dos Ciclistas do Brasil (UCB), em parceria com o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP, na sigla em inglês) e que está mapeando todas as ciclovias existentes e em construção no Brasil. Uma bela ajuda na hora de planejar sua rota da maneira mais segura possível.

Quem tem a sorte de morar a uma distância não tão grande do trabalho e consegue ir caminhando, também pode aproveitar este momento para adquirir um novo hábito saudável. Para quem precisa trabalhar de sapatos ou calçados pesados, a dica é fazer o trajeto com algo mais confortável, como um tênis de corrida, e levar em uma mochila o par utilizado durante o expediente. Aqui também valem as sugestões das roupas leves, se possível claras, e da preocupação com a hidratação.

Com estas medidas simples e fáceis de serem adotadas, esperamos passar juntos e com saúde por este momento e retomar nossa rotina aos poucos.

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