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O que é alimentação afetiva?

Se comer tivesse uma ordem nas sensações seria: experimentar, identificar e saborear.

Quando crianças, todos nós descobrimos um universo de novidades que aguçaram nossos cinco sentidos. Na alimentação, como em quase tudo, os sentidos exercem um conjunto complexo de interações. Nós comemos com os olhos, preparamos os alimentos com o tato, nossa audição nos ajuda no reconhecimento, e o paladar nos faz sentir em um programa de culinária.

Quando o assunto é alimentação ligada ao afeto, que internacionalmente é conhecida como Comfort Food – Alimentação Confortável, o olfato tem um papel de destaque.

A ligação socioafetiva com o olfato é desde o nascimento e mesmo um bebê, com menos de um ano, usa esse sentido para distinguir a mãe ou o pai, de um estranho, por exemplo.

Assim sendo, aquelas receitas boas que nos trazem uma nostalgia, que nos dá “água na boca” e que geralmente foram pratos preparados pela nossa mãe ou avó são chamadas de alimentação que nos trazem conforto, ou seja, afeto. Elas trazem também, aquele cheiro incrível de algum momento marcante que nós tivemos com a comida. O sentido do olfato possui grande poder de discriminação, é muito especializado e apresenta alta sensibilidade, com limiares (limites de percepção) menores (ou mais apurados) do que do gosto e do sabor.

Memória gustativa

A comida afetiva é tão forte que, às vezes, só de mencionar o nome do prato já é possível ter uma sensação boa de conforto. Isso quer dizer que o significado de comida afetiva é aplicado àquelas comidas preparadas e que nos trazem essa tal memória gustativa.

Por exemplo, uma certa vez, numa viagem de férias para uma praia, alguém da sua família, ou que estava com vocês, fez uma moqueca sensacional, ficou tão memorável, que virou um marco. Pronto. Todas as vezes que alguém da família comer, ou falar de uma moqueca, lembrará desse dia, e consequentemente virá uma boa sensação.  

A comida afetiva também pode ser um método de enfrentarmos certos sentimentos negativos. Quando consumimos um alimento que nos remete às boas memórias, nosso cérebro aciona uma sensação de prazer e de relaxamento emocional.

A comida afetiva é, antes de mais nada, aquela que consola. Quando nós buscamos esse consolo, a lembrança de infância nos traz um conforto emocional, o que pode aliviar o estresse do cotidiano quando necessário. Explorar uma experiência passada por meio dos alimentos é uma maneira de obter um momento bom, e todos devem se permitir a isso.

Abaixo, alguns exemplos mais comuns para poder degustar e sentir a comida afetiva:

  • Bolinho de chuva
  • Pão de queijo
  • Tostex
  • Bolos caseiros
  • Macarronada
  • Batatas fritas
  • Feijão com arroz
  • Canja de galinha
  • Carne de panela
  • Gelatina colorida
  • Pudim de leite
  • Vitamina de fruta

Em tempo, é importante explicar que a comida afetiva não é uma especialidade gastronômica, muito menos uma tendência, ela é a gastronomia baseada nos gatilhos de memória de cada pessoa. Ao associar o sabor do que você está comendo com algo do passado, automaticamente você está degustando a alimentação afetiva.

Vale saborear sempre!

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