Nos últimos anos, cada vez mais empresas têm aderido ao modelo de trabalho home office, permitindo que seus colaboradores executem suas tarefas remotamente.

Com o auxílio da internet e de outros recursos tecnológicos, funcionários podem exercer suas funções em suas próprias casas.

Em um primeiro momento, esse é um modelo de trabalho que traz benefícios para ambas as partes — empresa e colaborador. No entanto, antes de adotar o home office, é preciso analisar, também, alguns aspectos negativos do esquema.

Leia nosso artigo até o final para ter uma ideia mais clara sobre as vantagens e desvantagens do modelo.

As vantagens do home office

Aumento da produtividade e da satisfação do colaborador, retenção de talentos e redução de despesas são algumas das vantagens do trabalho remoto. Confira cada uma delas a seguir.

Redução de despesas

Várias despesas podem ser reduzidas ou cortadas quando a sua equipe ou parte dela trabalha em casa. O espaço físico da empresa pode ser menor, o que ajuda a reduzir custos com aluguel, equipamentos, manutenção, luz, água, telefone, pessoal de limpeza etc. Gastos com café e lanches para a equipe também podem ser reduzidos ou eliminados.

Dependendo do tipo de atividade, o controle do trabalho remoto pode ser feito por meio das tarefas realizadas e não pela carga horária, o que elimina a necessidade de horas extras.

Licenças médicas também costumam ser menos frequentes, já que um simples resfriado ou uma leve indisposição não impedem o funcionário de trabalhar em casa.

Aumento de produtividade

Vários aspectos permitem que o funcionário que trabalha em casa seja mais produtivo. Veja alguns deles:

  • eliminação do tempo de deslocamento até a empresa, permitindo que ele comece a trabalhar mais cedo;

  • aumento da proximidade da família, o que gera tranquilidade;

  • possibilidade de montar sua agenda de acordo com o período do dia em que rende mais;

  • extinção da pressão exercida pela presença física de um chefe;

  • fim da perda de tempo em reuniões longas e improdutivas.

Satisfação do colaborador

Home office significa economia para o funcionário. Indiretamente, isso pode equivaler a um aumento de salário, já que as despesas com deslocamento, vestuário apropriado, alimentação fora de casa e até medicamentos serão reduzidas.

Depois de cumprir suas tarefas, ele poderá descansar mais cedo, pois não terá de enfrentar o trânsito na volta para casa.

Estar mais perto da família também aumenta a satisfação do colaborador, pois ele poderá acompanhar o crescimento dos filhos, fazer as refeições em casa e ser mais participativo.

Equipe leal e mais qualificada

Se sua equipe trabalha satisfeita, a rotatividade de mão de obra tende a diminuir, pois você terá colaboradores mais leais.

Dessa forma, o home office favorece a retenção de talentos, reduzindo o risco de perder colaboradores já treinados. E mais: sua empresa passará a atrair a atenção de pessoal qualificado que prefere o modelo de trabalho remoto, o que vai favorecer a expansão de sua equipe.

Sem a obrigatoriedade da presença física do colaborador nas dependências da empresa, você pode contratar sempre o mais qualificado, independentemente de sua localização geográfica.

Flexibilidade do modelo

Você não precisa colocar a equipe toda em home office. Se for conveniente, ofereça a seus colaboradores a oportunidade de trabalhar em casa uma ou duas vezes por semana, em um sistema de rodízio. Isso será um bom teste para observar os resultados na prática.

Muitas empresas preferem continuar exigindo a presença do funcionário em suas dependências em dias alternados com o trabalho remoto.

Na verdade, a adoção de um meio-termo entre home office e o modelo tradicional pode ser a solução para alguns dos desafios que vamos mencionar a seguir.

As desvantagens do home office

Por mais que as vantagens sejam consideráveis, é preciso analisar também as desvantagens antes de decidir se vale a pena optar pelo home office no lugar do modelo tradicional de trabalho. Por isso, apontamos alguns desses desafios.

Nem todo funcionário tem o perfil adequado

Alguns se saem bem trabalhando remotamente, outros não. As pessoas têm diferentes perfis, e algumas não apresentam a habilidade de atuar sem a presença de um líder.

Outras não simpatizam com o trabalho solitário realizado em casa, preferindo a comunicação e o contato frente a frente com os clientes, colegas e a chefia.

Assim, a seleção da equipe de profissionais para o trabalho remoto precisa levar em conta certos aspectos que podem não ser tão importantes no modelo tradicional.

Algumas habilidades fundamentais para trabalhar em casa são:

  • forte disciplina e gestão eficiente do próprio tempo;

  • motivação;

  • autossuficiência;

  • comunicação;

  • domínio de ferramentas tecnológicas.

Nem todo tipo de atividade se adapta ao home office

Alguns ramos de atividades não se adaptam ao modelo home office, por ser imprescindível a presença física da equipe de funcionários no atendimento ao público ou na parte operacional.

Já outros segmentos são mais compatíveis com o trabalho remoto, tais como:

  • telemarketing;

  • serviços de atendimento ao cliente (SAC);

  • consultorias e alguns serviços de contabilidade e administração de recursos humanos;

  • redação, tradução e pesquisas;

  • gerenciamento de redes sociais;

  • desenvolvimento de aplicativos e websites etc.

Monitoramento mais complicado

O acompanhamento da performance da equipe que trabalha em casa é mais complexo. É possível, também, que se observe uma queda na qualidade de trabalho e no rendimento de alguns colaboradores que não sejam muito disciplinados.

Por isso, são necessários treinamentos específicos para desenvolver certas habilidades, como otimizar o próprio tempo, manusear ferramentas tecnológicas, cumprir prazos e metas estabelecidas etc.

Vulnerabilidade dos dados corporativos

Quando o colaborador trabalha em casa, usando seu próprio computador, o risco de vazamento de informações sigilosas e dados da empresa aumenta significativamente.

Se os mecanismos de controle e segurança de dados já são importantes no trabalho presencial, eles se tornam cruciais no modelo de home office.

Uma simples falha na atualização do sistema operacional ou do antivírus instalado no computador pode trazer sérias consequências. Por isso, a empresa deve cuidar da segurança e eficácia das ferramentas tecnológicas colocadas à disposição do funcionário, bem como implantar senhas sólidas e outras medidas de controle de acesso e de identificação.

Possíveis problemas de comunicação

O distanciamento físico da equipe pode gerar problemas de comunicação, prejudicando o fluxo de informações e a troca de ideias. Além disso, o isolamento pode dificultar a conservação do espírito de equipe e da motivação.

Para evitar tais problemas, o ideal é programar reuniões periódicas na sede física da empresa, não só para discutir projetos, mas também para promover a socialização e o resgate do contato humano.

Se você analisou as vantagens e desvantagens do home office e decidiu implantar o modelo na empresa, há um cuidado fundamental a observar: atenção às leis trabalhistas.

A lei 12551, que alterou o artigo sexto da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), estabelece que “não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego”.

Ou seja, com exceção do vale-transporte, que se torna desnecessário, o funcionário que trabalha remotamente conta com os mesmos direitos e benefícios do que aquele que trabalha presencialmente, inclusive quanto ao auxílio-alimentação.

Esperamos que essas informações sejam úteis para a sua decisão de aderir ou não ao modelo home office. Para que sirvam também aos seus amigos, compartilhe nosso artigo em suas redes sociais!