Após um período razoavelmente longo de recessão, a economia brasileira demonstrou um tímido poder de recuperação em 2017. E a julgar pela turbulência incessante no cenário político do país, a situação poderia ser pior. No entanto, há quase um consenso de que a economia 2018 do Brasil finalmente apresentará algum crescimento considerável.

Vale lembrar que o ano será marcado por um fato de forte influência no mercado econômico: as aguardadas eleições presidenciais. Além disso, 2018 é ano de Copa do Mundo e, evidentemente, ainda teremos os impactos atrelados à taxa de inflação.

Mas como esses e outros fatores podem interferir na economia de 2018 e o que esperar desse ano, economicamente falando? Continue a leitura para descobrir!

Crescimento do PIB

Há certo otimismo quanto ao crescimento do PIB. Porém, sempre é bom lembrar que o atual governo enfrenta muitas dificuldades para aprovar reformas determinantes para a economia — a da Previdência é um bom exemplo.

Mesmo com a previsão de crescimento de 3% para o PIB de 2018, não se sabe exatamente qual será o nível de estabilidade. E essa incerteza é intensificada pelos rumos políticos do Brasil após outubro, mês das eleições — que tendem a ser um divisor de águas do futuro da economia brasileira.

Aumento do consumo

Felizmente, a Copa do Mundo deve aquecer o comércio, pois ela age diretamente sobre o aumento da venda de cerveja, dentre outros produtos. Essa ampliação do consumo do brasileiro é essencial para alavancar a economia em 2018.

O comércio já havia apresentado um crescimento sustentável devido à progressiva queda nas taxas de juros — política que vem sendo adotada pelo Banco Central desde 2016. Ao término de 2017, a Selic (taxa básica de juros que rege todo o mercado financeiro) estava em 7% ao ano.

A dúvida está em relação ao percentual adequado para manter a taxa de inflação na casa dos 4,5% (previsão do Banco Central). A alta variação do câmbio do dólar ocasionará efeitos na taxa básica de juros. Por isso, todo cuidado é pouco no momento de alterar esse índice.

Ampliação da oferta de emprego

Sem emprego, não há renda e, logo, não há consumo. Ao longo de 2017, o desemprego alcançou a assustadora taxa de 13%. Contudo, o índice cedeu um pouco nos últimos três meses daquele ano.

A previsão é que a taxa de desemprego continue caindo em 2018. Até o fim do ano, ela deve ficar em torno de, no máximo, 11%. É importante notar que os diferentes setores do mercado vivem situações distintas. Por isso, essa melhoria não será a mesma em todas as áreas.

Essa diferenciação do desempenho entre as empresas se deve ao momento econômico apresentado por elas. A análise é feita com base nos números divulgados pelo Ministério do Trabalho.

Ao tomar o mês de novembro passado como parâmetro, o setor terciário (comercialização e prestação de serviços) foi o grande destaque: foram quase 70 mil novos empregos no período. Os demais setores não exibiram o mesmo ritmo.

Apesar disso, a expectativa ainda é de melhoria ao se observar todo o conjunto. Além disso, a quantidade de empregos gerada até novembro de 2017 ainda foi considerada positiva.

Estabilização da inflação

Os anos de 2015 e 2016 foram marcados por uma excessiva queda do poder aquisitivo dos consumidores. Ainda hoje, muitas pessoas pensam três vezes antes de contraírem novos financiamentos. Por consequência, até as atividades de lazer ficaram em segundo plano.

Em 2017, o processo de subida dos preços foi desacelerado, o que já é uma boa notícia. Embora a expectativa seja de aumento da inflação para 2018, o índice deve ficar abaixo dos 4,5% — que é a meta estabelecida pelo Banco Central.

Tendo em vista o que aconteceu nos últimos três anos, esse percentual pode até ser bem animador, desde que realmente se mantenha estável.

A alta do consumo (comentada anteriormente) está diretamente ligada à inflação. Isso acontece porque o aumento da venda dos produtos tende a gerar uma diminuição da oferta dos mesmos itens no futuro. Consequentemente, os preços subiriam. Ocorre que o consumo dos brasileiros não deve chegar ao nível de causar esse reflexo.

Na prática, enquanto alguns preços devem cair, outros devem subir. Desse modo, o que devemos ter em 2018 é um equilíbrio entre a oferta, a procura e, por fim, os preços praticados.

Ainda em relação à inflação prevista para o ano, convém destacar a produção de alimentos e os produtos industriais. Em 2017, houve uma safra elevada para os padrões atuais, o que levou inevitavelmente à derrubada dos preços de alguns alimentos. No caso dos produtos industriais, há a influência do dólar, que será comentada a seguir.

Controle da taxa de câmbio do dólar

Quando se fala em inflação e dólar, não podemos nos esquecer de que vários produtos comercializados no Brasil são itens importados. E mesmo que não o sejam, o país ainda fabrica muitos deles com componentes trazidos de outros países.

Essa presença estrangeira — via peças ou produto final — também repercute na economia brasileira. E não se trata apenas da balança comercial.

O fato é que qualquer aumento da moeda americana resulta na subida da inflação. Diretamente vinculada à taxa de juros, a inflação costuma ser controlada pelo Banco Central exatamente pela elevação da Selic.

Conforme a atuação do novo presidente do Brasil, o câmbio pode sofrer volatilidade, um processo que ecoaria na taxa de juros. Para que isso não aconteça, é fundamental que o candidato eleito se mantenha alinhado a algumas premissas.

Espera-se, portanto, a manutenção da austeridade quanto aos gastos superiores aos arrecadados. Além disso, o “mercado econômico” entende que o câmbio deve permanecer flutuante.

Finalmente, o dólar é uma moeda americana. Logo, é evidente que os eventos internos dos Estados Unidos também afetam a sua valorização. Por lá, a apreensão do mercado financeiro é pautada na sucessão do presidente do Banco Central (FED) do país.

Não há dúvidas quanto às ações de política monetária do FED. Nenhuma mudança drástica deve acontecer. O questionamento prevalece sobre a comunicação externa. Afinal, a forma como as medidas serão anunciadas pode provocar instabilidade no dólar. Isso traria consequências econômicas não só para o Brasil, mas para o mundo todo.

Como você pode perceber, a economia 2018 deve apresentar uma série de mudanças. Felizmente, as boas notícias superam as ruins. Ao que parece, o Brasil iniciará uma nova caminhada rumo a um crescimento ligeiramente sustentável. Contudo, a manutenção desse sucesso ainda depende de alguns detalhes, como a estabilidade política depois das eleições de outubro.

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