Há uma série de vantagens em oferecer benefícios em pequenas e médias empresas (PMEs). Alguns deles são o aumento da produtividade e satisfação do funcionário com relação à empresa — decorrentes da sensação de bem-estar e da comodidade proporcionados pelos auxílios. 

Todavia, especialmente entre os donos de PMEs, há uma dúvida recorrente: quando oferecer os benefícios complementares e o que considerar? Nesse sentido, torna-se relevante analisar alguns fatores, como o número de empregados, o orçamento disponível, a satisfação interna, entre outros.

Pensando nisso, neste post, reunimos tudo o que você precisa saber sobre o tema e ainda separamos algumas dicas para oferecer benefícios em pequenas e médias empresas. Leia os próximos tópicos com atenção e saiba mais!

O que considerar ao oferecer benefícios em pequenas e médias empresas?

Oferecer benefícios pode até não custar caro, mas faz total diferença no processo de atração e retenção de profissionais qualificados. Com toda certeza, os talentos se sentem mais amados e respeitados no trabalho. No entanto, é comum existirem dúvidas sobre o momento adequado de colocar isso em prática. Assim sendo, para eliminá-las, é necessário considerar os fatores que seguem.

Número total de funcionários

Headcount é o indicador que determina o número total de funcionários. Em tradução livre, significa algo como “contagem de cabeças” e é importantíssimo para saber o momento certo de oferecer benefícios complementares.

Em geral, quanto maior o número de colaboradores, maior a necessidade de criar um conjunto funcional de benefícios. Itens como plano de saúde, assistência odontológica e seguro de vida tornam-se cruciais, bem como o vale-refeição e o vale-transporte.

Índice de satisfação dos talentos

Uma equipe satisfeita com o trabalho é um quesito básico para um bom desempenho. Por outro lado, quando os profissionais estão insatisfeitos, atuam abaixo do esperado e geram resultados insatisfatórios ao negócio. Então, qual o nível de satisfação da sua equipe?

Saber a resposta para essa pergunta é crucial para determinar se a PME está precisando ou não de uma cesta de benefícios. Se o time não está feliz, é sinal de que algo está faltando — o que pode ser resolvido, por exemplo, com o vale-cultura.

Para calcular a satisfação, basta usar o Employee Net Promoter Score (E-NPS). Ele se baseia em uma única pergunta feita aos colaboradores: “de 0 a 10, o quanto você recomendaria nossa empresa como um bom local de trabalho?”. Notas 9 e 10 representam funcionários promotores.

Condições financeiras

Outro fator crucial é o orçamento. Novos benefícios geram um custo adicional ao negócio, e ele deve ser considerado na análise do fluxo de caixa. Portanto, para saber se é o momento de oferecer benefícios, avalie a saúde financeira do estabelecimento.

Nesse quesito, o mais recomendado é fazer um orçamento de quanto os novos benefícios vão custar e, como isso, adaptá-lo à realidade financeira do negócio. Para tanto, busque uma empresa especializada e que possa oferecer vantagens específicas.

Por outro lado, é preciso lembrar que bons benefícios contribuem para reduzir custos. O bem-estar promovido diminui as faltas em dias de trabalho, a rotatividade e a desmotivação ao longo do trabalho. Então, tudo isso se transforma em eficiência e vantagem competitiva.

Cultura organizacional

Existe uma cultura organizacional clara no ambiente de trabalho? Em algumas PMEs, ela mais se parece uma “ameba”, isto é, sem qualquer forma. Esse é um grande problema, afinal de contas, a cultura organizacional representa as prioridades diárias, os valores e as crenças internas.

Os benefícios ajudam a arquitetar a cultura organizacional. Alguns mais atuais, como o vale-cultura e a ausência de no-dress code (traje livre), proporcionam um ambiente de inovação. Outros, como a participação nos lucros e resultados (PLR), ajudam a desenvolver uma cultura baseada nos resultados.

Se não há uma cultura bem definida, é sinal de que a empresa precisa de benefícios que estimulem os profissionais e revelem as prioridades diárias. Desse modo, será mais fácil transmitir o que é importante e construir uma cultura organizacional sólida.

Como oferecer e administrar os benefícios?

Agora que você já sabe se está na hora de investir em benefícios complementares, é preciso entender como oferecê-los e administrá-los com sucesso.

Em primeiro lugar, é crucial formar uma cesta adequada à equipe. Para tanto, busque conhecer os funcionários e suas prioridades diárias — para jovens solteiros, por exemplo, o vale-cultura pode ser mais interessante que o vale-alimentação. Então, é preciso considerar o perfil do time (gênero, estado civil, interesses etc.).

Para começar a oferecer, você deve apostar em uma comunicação clara. É necessário explicar como o benefício vai funcionar, se algum valor será descontado da folha de pagamento e quem, exatamente, tem direito aos benefícios oferecidos.

Nesse caso, é fundamental ter cuidado para que todos da empresa — do diretor-executivo até o estagiário — sejam devidamente informados sobre o assunto. Para PMEs, uma reunião de alinhamento ou um e-mail pode ser o suficiente.

Também é necessário pensar em mecanismos para a administração do benefício. O mais recomendado é usar cartões de benefícios, pois são mais fáceis de gerenciar por meio de plataformas online. Para o vale-refeição, por exemplo, basta recarregar o cartão e liberar para que os profissionais usem em restaurantes, cafeterias e lanchonetes.

É preciso buscar por tecnologias que tornem a administração dos benefícios mais ágil, segura e acertada. Desse modo, será possível previnir erros, acompanhar relatórios por sistemas, evitar o uso de dinheiro impresso e oferecer conforto ao time de colaboradores.

Quais são os benefícios mais oferecidos?

Agora, definir os principais benefícios é um desafio por dois motivos. Primeiro, há uma quantidade enorme de benefícios, e isso não facilita a escolha. Segundo porque o público interno varia em cada negócio, sendo preciso considerar suas peculiaridades.

Ao entrevistar 423 empresas, a consultoria Aon classificou alguns dos principais benefícios e chegou à conclusão de que a assistência médica e o seguro de vida são os mais comuns. No entanto, existem outros interessantes, tais como:

  • vale-refeição;

  • assistência odontológica;

  • vale-alimentação;

  • vale-cultura;

  • no-dress code (uso não obrigatório de uniformes);

  • participação nos lucros;

  • estacionamento;

  • bolsa de estudo.

Uma boa dica é conversar com os profissionais, deixar claro os benefícios que podem ser implementados e avaliar quais despertam um maior grau de interesse nos talentos. Você pode criar uma cesta mista, com benefícios financeiros e não financeiros.

Enfim, agora você está por dentro do tema! Faça um diagnóstico interno — considerando o total de funcionários, a satisfação, as condições financeiras e a cultura que quer criar — e depois determine se está na hora de criar uma cesta de benefícios.

Agora que já sabe como e quando oferecer benefícios em pequenas e médias empresas, entre em contato conosco e conheça as soluções que separamos para você!