Se controlar os gastos pode ser uma tarefa difícil para uma só pessoa, imagine quando essa missão envolve uma família inteira. Sabemos que toda família tem sonhos, mas também entendemos que economizar não é algo simples quando há mais despesas e mais pessoas envolvidas. Contudo, saiba que isso não é uma missão impossível. Basta colocar em prática o planejamento financeiro familiar.

Mas, afinal, no que consiste esse planejamento e por que ele é importante? Você vai conferir a resposta para essas e outras perguntas sobre o tema a seguir. Continue a leitura e veja como gerenciar as finanças de sua família a partir de 7 dicas infalíveis!

A importância do planejamento financeiro familiar

O planejamento é uma ferramenta fundamental em todos os aspectos de nossas vidas. Sem ele, as chances de acabarmos nos desviando de nossos focos e objetivos são grandes, ou seja, há o risco de nos tornamos vítimas de nossa própria desorganização.

Quando o assunto é planejamento financeiro familiar, isso não poderia ser diferente. Ele é essencial para quem deseja ter o devido controle sobre suas finanças e, assim, proporcionar um futuro satisfatório e seguro para a família a longo prazo.

No entanto, essa não parece ser uma prioridade nos lares brasileiros — uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que o percentual de famílias endividadas chegou a 62,2% em dezembro de 2017. Esse resultado não é tão espantoso quanto possa parecer, afinal, economizar não é uma das atividades mais prazerosas da vida, e trocar uma satisfação imediata por uma promessa de estabilidade futura requer muita disciplina.

É preciso ter em mente que as vantagens de seguir um planejamento são muitas. A garantia de um futuro sem riscos é certamente uma delas. Isso deixará você e sua família protegidos de riscos, tais como perda de emprego e acidentes, já que contarão com uma reserva para imprevistos — afinal, infelizmente, nunca se sabe o dia de amanhã.

Lembre-se de que uma família é praticamente uma empresa! Isso porque todo lar tem custos fixos e variáveis, incluindo impostos e contas de consumo, e receitas que podem ser derivadas de salários ou outras rendas, como pensão e aposentadoria. Sendo assim, para que tudo seja gerenciado de forma a garantir os benefícios citados, um planejamento se faz mais do que necessário.

Dicas para fazer um bom planejamento financeiro familiar

Agora você deve estar se perguntando como tirar esse planejamento do papel e colocá-lo em prática, não é mesmo? Descubra a seguir, conferindo as 7 dicas que reunimos neste artigo.

1. Mapeie suas despesas

O primeiro passo de qualquer planejamento financeiro começa com o mapeamento de despesas. Coloque no papel (ou em uma planilha) todos os gastos da sua família, separando os fixos dos variáveis.

Como o próprio nome já diz, as despesas fixas são aquelas que se repetem todos os meses, como contas de água, luz, telefone, internet, aluguel, alimentação, escola, entre outras. As variáveis, por sua vez, são aquelas mais ligadas ao lazer, como passeios, idas ao cinema, shopping e vestuário.

Apesar de importantes para o bem-estar da família, as despesas variáveis devem ser controladas para que não ultrapassem o seu orçamento. Uma boa prática é gastar até 35% da renda com as variáveis e até 50% com as fixas — os 15% restantes, como veremos adiante, servirão para outro importante aspecto do planejamento.

2. Estabeleça seus objetivos

Quais são os sonhos da sua família? Pense nisso ao fazer a lista dos seus objetivos. Nesse ponto, é interessante fazer uma divisão de prioridades que abrangerá o curto, o médio e o longo prazo.

Considere de curto prazo aqueles que levam pelo menos 6 meses para serem executados, como pagamentos de dívidas ou compras de itens para a casa. Já os objetivos de médio e longo prazo serão aqueles que poderão ser conquistados no prazo de um ou mais anos, como reformas na casa, viagens de férias, compra de veículos, investimentos na educação dos filhos, entre outros.

3. Crie uma reserva

Embora na prática os dados revelem o contrário, na teoria toda família deveria ter uma reserva para emergências. Se o seu lar ainda não adotou essa medida, chegou a hora de repensar a atitude — sobretudo no caso de famílias com crianças e idosos.

É importante destinar pelo menos 15% da renda bruta da família para uma reserva todos os meses. Dessa forma, caso uma despesa inesperada aconteça, você não corre riscos de se endividar ou de ter que recorrer aos empréstimos e cheques especiais.

4. Envolva toda a família

Para que o planejamento financeiro familiar de fato renda bons frutos, todos os membros da família precisam estar engajados. Essa pode ser uma missão não muito fácil, afinal, algumas pessoas conseguem economizar com mais facilidade, enquanto outras têm dificuldade de entender a importância de guardar e investir.

Para que essa seja uma missão de sucesso, você pode adotar alguns passos e, assim, motivar sua família a participar ativamente do planejamento:

  • ter metas coletivas de economia: você pode começar estabelecendo um valor máximo para as contas da casa e, caso a meta seja atingida, um prêmio pode ser oferecido (como um passeio ou um jantar em família);

  • promover a educação financeira: para que toda a família entre no ritmo, você deve ser o primeiro a dar o exemplo. Invista no consumo consciente e mostre aos outros membros que dá valor ao dinheiro;

  • faça o controle dos gastos em conjunto: crie um sistema para que todos da família possam ver para onde o dinheiro está indo, quais são as despesas da casa e em quais aspectos é possível poupar.

5. Faça bom uso dos benefícios oferecidos pela empresa

Pode até parecer algo trivial, mas fazer o controle dos benefícios oferecidos pela sua empresa é algo que deve fazer parte do seu planejamento financeiro familiar. Se você recebe um vale-alimentação, por exemplo, é importante gerenciá-lo da melhor forma possível.

Conte com aquele valor fixo para ser utilizado nas compras de supermercado, de modo a cumprir com o propósito do benefício e auxiliar nas despesas alimentícias do seu lar.

6. Procure gastar abaixo do seu padrão de vida

É muito fácil nos acostumarmos com aquilo que nos deixa confortáveis. Se a situação financeira da sua família estiver indo bem, por exemplo, a vontade de começar a gastar mais é inevitável.

Contudo, se quiser obter os benefícios de um planejamento financeiro familiar, isso não pode acontecer. Dessa forma, é fundamental frear esses impulsos, mantendo o padrão ou até mesmo diminuindo-o, gastando sempre um degrau abaixo do que você poderia e, assim, poupando dinheiro.

7. Invista

Procurar um bom meio de investir o seu dinheiro é certamente parte de um bom planejamento financeiro familiar. E não se trata apenas de colocar dinheiro na poupança. Já pensou em fazer investimentos no Tesouro Direto, por exemplo?

Esse Programa do Tesouro Nacional tem como objetivo democratizar o acesso aos títulos públicos, possibilitando aplicações com apenas R$30,00. Sendo assim, qualquer pessoa pode fazer investimentos em questão de segundos e por meio da internet.

Além da facilidade, a segurança do investimento e a oportunidade de lucros atraentes para quem não deseja correr riscos são outras vantagens de investir no Tesouro Direto.

Como você pôde perceber, fazer um planejamento financeiro familiar é fundamental para que a sua família consiga conquistar tudo aquilo que sonha. Lembre-se de que organizar e controlar as finanças é sempre o primeiro passo para a estabilidade. Sendo assim, não deixe de colocar em prática todas as dicas listadas ao longo do post.

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