Você, gestor empresarial, pratica uma boa remuneração estratégica? Saiba que ela já se tornou uma nova vantagem competitiva nas empresas, pois não é de hoje que as empresas precisam encontrar maneiras de se diferenciar das concorrentes. Embora os componentes da fórmula variem, a receita do sucesso de qualquer negócio precisa de uma boa dose de criatividade e de funcionários motivados.

Essa inventividade é necessária na hora de apresentar a empresa ao público-alvo, a fim de estabelecer um elo entre a marca e os clientes em potencial. Sem bons colaboradores, toda essa mágica não acontece. E é aí que entra a necessidade de se ter uma remuneração estratégica de peso, um detalhe importante para ampliar o grau de satisfação dos funcionários. Mas, afinal, o que vem a ser esse tipo de remuneração?

É isso o que você descobrirá nas próximas linhas! Continue a leitura para também descobrir por que essa estratégia é tão eficaz na retenção de talentos!

O que é uma remuneração estratégica?

Basicamente, trata-se de uma estratégia voltada à distribuição de prêmios aos funcionários que se destacam entre os demais membros de uma equipe. Essa vertente estratégica pode contemplar o pagamento de valores extras — além dos salários. O importante é que os colaboradores que fazem a diferença na empresa sejam bem remunerados e valorizados.

Como ela funciona na prática?

Com relação aos valores fixos, a remuneração estratégica contempla o próprio salário, somado ao montante correspondente ao vale-alimentação e ao plano de saúde. Esses valores iniciais ganham o acréscimo de variáveis, as quais dependem do desempenho das funções de cada profissional.

Na prática, as empresas adotam as seguintes formas de remuneração estratégica:

  • aplicação da PLR — participação nos lucros e resultados — nesse caso, o pagamento adicional advém da concessão de uma parcela do lucro obtido pela empresa ao término de um período;

  • benefícios não pecuniários — aqui, o objetivo é recompensar os funcionários com dias de descanso ou treinamentos. Algumas empresas liberam o funcionário no dia do seu aniversário, por exemplo;

  • gamification — o objetivo consiste em desenvolver um ambiente que privilegie uma competitividade saudável entre colaboradores, equipes e departamentos.

Para que a estratégia produza os efeitos desejados, é imprescindível que a organização avalie o desempenho dos colaboradores de forma regular. Evidentemente, essa avaliação deve ser composta por uma política efetiva de feedbacks.

Cada funcionário deve saber exatamente o que ele precisa fazer para receber determinado prêmio. É por isso que as devolutivas de avaliações são substanciais. A ausência desse retorno deixa os funcionários desorientados, pois eles desconhecem os pontos que precisam ser melhorados. Existe, de fato, o processo de autocrítica. Mas ele deve ser acompanhado de algo mais abrangente, vindo de um olhar externo e observador.

Como essa estratégia pode reduzir os índices de turnover?

A alta rotatividade de funcionários em determinadas empresas alerta para uma série de problemas. Um deles é a qualidade do ambiente de trabalho. A desorganização e a falta de reconhecimento das funções realizadas levam muitos profissionais a buscar novos ares.

Para um funcionário, nada supera o reconhecimento da empresa quanto ao trabalho desempenhado por ele. Ocorre que a remuneração estratégica é um dos melhores métodos para causar esse efeito.

No colaborador, essa prática injeta um novo ânimo, fazendo-o se dedicar ainda mais às tarefas. Assim, o que nós temos é um conjunto de colaboradores mais motivado e, consequentemente, bem mais produtivo — que mantém uma produção focada na qualidade.

Por que ela auxilia a atrair e a reter talentos na empresa?

A atração e a retenção de talentos profissionais estão intimamente vinculadas ao turnover da empresa. Para que ele não queira trocar de empresa, o colaborador precisa desejar voltar ao local de trabalho no dia seguinte, e não o contrário. Esse desejo de permanência depende da oferta de condições interessantes, ou seja, de recompensas diversificadas.

No que se refere à atração de novos talentos, sai na frente a empresa que oferece um projeto de vida, no qual o colaborador se enxerga como uma engrenagem fundamental para o sucesso do negócio. Esse apreço pelo misto de desafio com reconhecimento é, por sinal, uma das características mais marcantes dos profissionais das novas gerações. Eles exigem as duas coisas. Cabe às empresas encontrar meios de atender a essas expectativas.

Observe que os valores inerentes às recompensas derivam da própria produtividade dos colaboradores. Logo, a empresa não deve visualizar a remuneração estratégica como um mero gasto. É como se ela decidisse partilhar uma parcela do sucesso dela com os colaboradores que efetivamente contribuíram para a conquista daquele resultado.

Por que essa estratégia pode ser um diferencial competitivo?

Nunca é demais lembrar que a maior joia de qualquer negócio é o corpo de funcionários que ela tem. Ao aplicar a remuneração estratégica, a empresa valoriza ao máximo a presença de cada colaborador e equipe. Com funcionários mais felizes, produtivos e bem recompensados, a competitividade do negócio frente à concorrência será quase imbatível.

Esse processo, inclusive, pode se tornar incrivelmente harmônico. Com o tempo, a empresa tende a ganhar a fama de um excelente lugar para se trabalhar. Daí em diante, ela será uma espécie de imã de talentos, responsáveis pela geração de trabalho e resultados de alta qualidade. Tudo isso elevará a reputação da organização, que se transformará em referência no seu segmento de atuação. Esse status resulta em um poder de competitividade ainda maior.

Como implantar a remuneração estratégica na sua empresa?

O cenário descrito há pouco é de encantar os olhos de qualquer empreendedor, não é mesmo? Mas saiba que não se trata de algo tão simples e automático. Como primeiro desafio, o gestor pode ter de realizar mudanças drásticas na equipe. Isso acontece porque nem todo profissional tem o perfil adequado para atuar em um ambiente competitivo, como o previsto.

É verdade que muitos colaboradores podem se adaptar a um novo estilo de gestão. O desafio consiste em justamente olhar para o que se tem em mãos e avaliar o meio de introduzir as mudanças. É preciso pensar em maneiras de “convencer” os funcionários remanescentes a serem mais engajados. É vital que todas as equipes tenham os perfis de profissionais ideais.

Definidas as equipes, resta manter a remuneração estratégica por um longo período. Mesmo que surjam imprevistos e os primeiros resultados não sejam tão satisfatórios, a política não pode ser interrompida. Lembre-se que há um time de funcionários motivados por conta do que foi apresentado no início. No mais, uma gestão de pessoas eficaz será essencial para o sucesso da estratégia.

Você acaba de conferir as inúmeras vantagens da remuneração estratégica, a nova vantagem competitiva nas empresas. Como ficou bem evidenciado, um dos principais segredos do sucesso dessa estratégia é a formação de equipes engajadas. Com isso, a sua empresa estará alinhada com a remuneração baseada na produtividade — uma forte tendência de mercado!

Agora que você está muito bem informado sobre a remuneração estratégica eficaz, saiba como motivar a equipe e ir cada vez mais longe! Boa leitura!