O mercado corporativo é bastante concorrido e exige que as empresas busquem a todo momento novos processos, ferramentas e soluções tecnológicas que permitam se destacar frente aos concorrentes. Todos os setores estão sujeitos a essas novidades. Como, então, essa realidade impacta o setor de RH?

Durante muito tempo, o departamento de recursos humanos era compreendido apenas como o local em que eram feitas as contratações e demissões, ou como o setor responsável pelo controle de ponto e pela avaliação dos colaboradores. Porém, esse cenário mudou e o RH de hoje assume um papel cada vez mais estratégico para o desenvolvimento empresarial.

É a partir desse setor que são trabalhadas as estratégias para atração, seleção e retenção de novos talentos e de profissionais renomados no mercado. Lá também são desenvolvidos mecanismos de valorização e relacionamento com os colaboradores, contribuindo para o engajamento, motivação e produtividade de todos.

Não à toa, muitas novidades têm surgido para esse departamento. Nos próximos parágrafos, vamos apresentar as 5 principais tendências de RH para os próximos anos. Se você quer se manter atualizado e criar um setor de RH cada vez mais estratégico para sua empresa, não deixe de ler este post.

1. Horário e local de trabalho flexíveis

A estrutura tradicional de trabalho — como oito horas corridas diárias — já não é unanimidade no mercado de trabalho. Cada vez mais empresas e profissionais têm buscado regimes empregatícios diferentes, que dão mais flexibilidade em relação ao tempo e ao local em que exercem as funções profissionais.

Prova disso é um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrando que os trabalhadores brasileiros desejam mais flexibilidade nos empregos; poder trabalhar em casa é um desejo de 80% dos entrevistados. Essa pesquisa também mostra a necessidade de maior abertura para negociação entre empresas e funcionários.

Afinal, o chamado trabalho home office — que já é realidade em muitos setores — implica em maior liberdade na definição do expediente profissional. Afinal, é estabelecido com a empresa a quantidade de horas que devem ser trabalhadas, mas o colaborador define o local e qual momento do dia trabalhará.

Essa mudança permite ao colaborador ter maior qualidade vida e mais possibilidades para lidar com problemas e situações que fogem da rotina corporativa (como o uso do expediente bancário ou um convívio maior com os filhos). Porém, exige um grande nível de disciplina para que ele possa cumprir com seus compromissos.

2. Recrutamento, seleção e contratação mais eficientes

Para enfrentar um mercado extremamente concorrido, as empresas precisam investir seus recursos com sabedoria e lutar contra o desperdício de verbas. No RH, a otimização da gestão financeira deve começar pelos processos de recrutamento, seleção e contratação, que devem ser mais eficientes.

Contratar um funcionário que em pouco tempo deixa a companhia representa desperdício de dinheiro. Afinal, em um período curto é necessário realizar mais de um processo seletivo, o que envolve dedicação da equipe de recursos humanos e investimentos nas etapas de seleção e avaliação dos candidatos.

Portanto, os departamentos de RH precisam utilizar técnicas e ferramentas que permitam selecionar os melhores candidatos, assim como aqueles que pretendem crescer junto com o negócio. Isso permite reduzir a taxa de turnover e otimizar a utilização de recursos por parte do setor.

Esse é um trabalho que exige dedicação dos profissionais de seleção e dos gerentes das áreas que receberam os novos profissionais. Durante o processo, é preciso ter claro o perfil desejado para a vaga, ser transparente ao informar os candidatos sobre todos os aspectos da empresa e ter um cronograma de seleção bem definido.

3. Maior transparência nas relações trabalhistas

Manter uma boa relação com seus colaboradores aumenta o engajamento, a motivação e, consequentemente, a produtividade. Dessa forma, a construção de relações positivas e transparentes é uma forte tendência para os departamentos de recursos humanos.

Não adianta apenas cobrar resultados de seus funcionários sem entender suas necessidades e o que os motiva a executar suas tarefas. Assim, um negócio vencedor é aquele que se constrói a partir de uma relação de comprometimento mútuo, criando um bom nível de confiança e entendimento entre empresa e empregado.

Essa política começa com o cumprimento no fornecimento do pacote de benefícios, na disponibilização da estrutura necessária ao trabalho, na abertura para diálogo entre companhia e colaborador e na transparência das ações empresariais, sobretudo em cenários de crise que podem colocar empregos em risco.

4. Gamificação para gerar engajamento

O mundo dos jogos vem se destacando nos últimos tempos — por exemplo, os esportes eletrônicos conquistam cada vez mais fãs e a gamificação se torna um conceito importante para a comunicação e o marketing. Com o RH também não é diferente, e a gamificação já é pensada como ferramenta de engajamento dos trabalhadores.

Esse conceito é interessante pois permite a criação de rankings que incentivam o desempenho no trabalho por meio de recompensas e bonificações, feedbacks recorrentes e o estímulo à cooperação colaborativa. Tudo isso é desenvolvido por meio de um jogo corporativo interativo.

Com isso, é possível se aproximar ainda mais da sua equipe de colaboradores, conhecer melhor o perfil de cada um deles e estabelecer uma série de objetivos e metas a serem superados, aumentando a produtividade ao mesmo tempo que se valoriza o bom desempenho de cada um dos membros do seu time.

5. Automação do RH

A tecnologia é uma aliada constante das empresas e deve ser usada para melhorar os processos e otimizar a cadeia produtiva. Nos recursos humanos, um software pode se tornar estratégico ao reduzir a burocracia do trabalho, aumentando o nível de informação e melhorando a tomada de decisões.

A automação no RH permite contar com ferramentas que facilitam o cumprimento das exigências legais (como o cálculo da folha salarial e dos tributos que incidem sobre ela), o cumprimento do prazo de pagamento de benefícios, o controle e a gestão de ponto e o acompanhamento de férias e licenças.

Além disso, a automação permite a criação de um banco de dados com informações dos colaboradores atuais e dos profissionais que passaram por processos de seleção, melhorando as políticas de contratação e seleção e funcionando como um sistema de avaliação de produtividade. Ou seja, uma ferramenta que otimiza o setor e ainda reduz gastos.

6. Pacotes de benefícios mais amplos

Historicamente, os salários sempre foram os principais atrativos para uma empresa buscar profissionais talentosos no mercado. Porém, nem sempre é possível oferecer grandes quantias de remuneração sem que isso impacte equilíbrio financeiro da companhia. Por isso, a concessão de benefícios um item de suma importância para atrair bons funcionários.

Cada vez mais, os profissionais já colocam o pacote de benefícios como diferencial na hora de decidir onde trabalhar. Dessa forma, a tendência é que as empresas ofereçam vantagens que vão além dos tradicionais Vale Refeição, Vale Alimentação e Plano de Saúde. Agora, elas têm buscado benefícios que contribuam ainda mais com a saúde e bem-estar do funcionário.

Vantagens como Vale Cultura, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), Plano Odontológico, Vale Combustível, bolsas de estudo (tanto para cursos superiores e de pós-graduação quanto de línguas estrangeiras), Vale Presentes, entre outros, devem se tornar ainda mais importante para atração e retenção de talentos nas empresas.

Como vimos, as principais tendências de RH estão ligadas a novos processos, novas políticas, bem como ferramentas e tecnologias inovadoras. Seguir essas abordagens garantem para sua empresa uma política de recursos humanos inovadora e relações positivas com os colaboradores, gerando mais produtividade e retenção de talentos.

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