O mercado de trabalho está em constante mudança e cada vez mais competitivo. Hoje, as empresas não disputam apenas clientes, mas também precisam atrair e reter talentos. Por isso, é essencial que as pessoas colaboradoras compreendam seu papel e as possibilidades de crescimento na organização.
É nesse contexto que surge o plano de cargos e salários (PCS), uma ferramenta que organiza as funções, define oportunidades de desenvolvimento profissional e estabelece critérios justos de remuneração e crescimento na carreira.
Neste guia, reunimos tudo o que você precisa saber sobre o tema: o que é um plano de cargos e salários, sua importância, os principais benefícios, os critérios para elaborá-lo e um passo a passo para colocar em prática. Acompanhe!
Plano de cargos e salários: o que é?
Um plano de cargos e salários é uma ferramenta que organiza o trabalho e a gestão de pessoas nas empresas. Ele define claramente as funções de cada cargo, as responsabilidades e as faixas salariais.
Além disso, o plano busca valorizar o time de profissionais da organização, oferecendo oportunidades de crescimento à medida que demonstram desempenho e evolução.
Plano de cargos e salários vs. plano de carreira: quais as diferenças?
Embora os nomes sejam parecidos, há diferenças importantes entre eles:
- Plano de cargos e salários: foca na empresa, definindo cargos, responsabilidades e remuneração de cada função.
- Plano de carreira: foca na pessoa colaboradora, apresentando possibilidades de crescimento individual e evolução na organização.
Leia também: Planejamento de carreira — trace os seus próximos passos
Por que o plano de cargos e salários é importante?
O plano de cargos e salários, além de estruturar a gestão de pessoas, também é importante para melhorar a motivação no trabalho. Mas os benefícios dessa ferramenta vão além do capital humano — ela também contribui para a organização interna e o funcionamento eficiente da empresa.
Confira a seguir alguns dos principais impactos:
Benefícios para a empresa
- Organização interna: o plano estrutura cargos, define funções e padroniza processos, trazendo mais clareza de responsabilidades.
- Planejamento financeiro: permite prever custos com promoções, aumentos e remuneração, facilitando a gestão do orçamento e ajudando a tomar decisões seguras sobre investimentos em pessoas.
- Atração de talentos e transparência: planos claros tornam a empresa mais atrativa, mostram compromisso com o desenvolvimento e ajudam a reduzir conflitos salariais, criando um clima organizacional positivo.
Benefícios para as pessoas colaboradoras
- Motivação e engajamento: quando o plano de cargos e salários é aplicado de forma justa e transparente, a tendência é que a motivação, a produtividade e o vínculo com a organização se fortaleçam.
- Valorização e clareza de oportunidades: um plano bem aplicado mostra como cada profissional pode crescer na carreira, fortalecendo o sentimento de pertencimento e aumentando o comprometimento com seus próprios objetivos.
- Fim do acúmulo de funções: o PCS define claramente o papel de cada profissional, evitando sobrecarregas ou acúmulo de tarefas sem reconhecimento, ou compensação adequada.
Como elaborar um plano de cargos e salários: principais elementos e critérios
Agora que já sabemos o que é o plano de cargos e salários, é importante entender o que ele deve incluir. Na prática, os elementos e critérios podem variar conforme a área de atuação e a empresa.
Confira a seguir um modelo de plano de cargos e salários:
1. Defina as atividades e os requisitos
É essencial que a empresa explique de forma clara o que cada cargo exige e quais competências são necessárias. Isso torna o processo mais justo e ajuda a colocar cada talento no lugar certo dentro da organização.
2. Determine quais serão as regras para promoção
É importante que a empresa seja clara sobre o que é necessário para avançar na carreira. Quando os critérios de promoção são bem definidos, eles ajudam a orientar o desenvolvimento profissional, motivam a equipe e indicam caminhos concretos para alcançar novos objetivos.
3. Monitore o que a concorrência oferece
Como já mencionamos, as empresas não competem somente por clientes, mas também por talentos. Por isso, muitas investem em bons salários, benefícios e ações que melhorem o ambiente de trabalho.
Para atrair e manter profissionais com qualificação, é importante fazer uma análise da concorrência, observando o que outras organizações estão oferecendo para estabelecer parâmetros mais equilibrados.
Leia também: Promoção de colaboradores e colaboradoras — como fazer?
Plano de cargos e salários: como fazer a implementação?
Mais do que definir valores de salário, entender como fazer um plano de cargos e salários na empresa é também uma forma de valorizar as pessoas e construir bases sólidas para o crescimento da empresa.
Para que ele funcione de verdade, é importante cuidar de cada etapa — assim, o plano ajuda a alinhar expectativas, aumentar o engajamento e atrair novos talentos.
Se você quer saber como fazer um plano de cargos e salários de forma prática, preparamos a seguir, um passo a passo com dicas que vão facilitar esse processo:
Passo 01: análise organizacional e descrição de cargos
Comece avaliando a estrutura da empresa e, junto às lideranças, defina quais cargos devem ser mantidos ou criados. Em seguida, mapeie as funções e responsabilidades de cada posição, identificando as competências necessárias e estabelecendo expectativas de desempenho claras.
- Exemplo: em uma startup de tecnologia, funções essenciais podem incluir desenvolvimento, design e gestão de produto, exigindo conhecimentos técnicos (como linguagens de programação) e habilidades comportamentais (como trabalho em equipe).
Passo 02: pesquisa e estruturação salarial
Em seguida, é importante levantar informações sobre os salários praticados no mercado e organizar uma tabela de faixas salariais para cada cargo, incluindo os níveis júnior, pleno e sênior.
Nesse processo, deve-se considerar o contexto de mercado e as diferenças regionais, garantindo que os valores sejam justos, atraentes e compatíveis com as responsabilidades e competências exigidas em cada nível.
- Exemplo: uma pessoa desenvolvedora júnior pode receber entre R$ 3.000 e R$ 5.000; no nível pleno, entre R$ 5.000 e R$ 8.000; e no nível sênior, de R$ 8.000 a R$ 12.000.
Passo 03: definição de políticas de progressão
Com as faixas salariais já definidas, o plano também deve mostrar o que cada profissional precisa fazer para evoluir na empresa, ou seja, quais passos seguir para avançar entre os níveis de carreira.
Aqui, é essencial apresentar os critérios de progressão, como experiência acumulada, desempenho em avaliações, conquista de certificações e desenvolvimento de competências comportamentais, por exemplo.
- Exemplo: uma pessoa desenvolvedora pode ser promovida ao nível pleno após dois anos de desempenho consistente acima das expectativas e conquista de novas certificações técnicas.
Passo 04: comunicação interna
Por fim, divulgue o plano de cargos e salários de forma clara, explicando os objetivos, metodologias e critérios de progressão, e garantindo que todas as pessoas colaboradoras possam tirar dúvidas, acessar o documento e enviar sugestões.
- Exemplo: apresente um infográfico que mostre visualmente as faixas salariais e os critérios de progressão durante uma reunião geral da empresa.
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Construa um time motivado com um plano de cargos e salários!
Ao organizar bem o plano de cargos e salários da sua empresa e explicar de forma clara à equipe o que se espera de cada pessoa e como ela pode crescer, você aumenta a motivação e o comprometimento do seu time.
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