Como Transformar bem-estar em eficiência operacional

VR
05.05.2026
5 min de leitura
Assine a nossa newsletter e receba conteúdos exclusivos.

RH Summit 2025 | Cobertura Blog VR

Banner

O bem-estar deixou de ser um “mimo” no pacote de benefícios. No RH Summit 2026, Liliam Mary Gonçalves, Daniel Eid Tucci e Daniela Villahermosa apresentaram a palestra: Como transformar Bem-estar em Eficiência Operacional. Com uma metodologia detalhada e resultados financeiros concretos, eles mostraram o caminho para transformar saúde corporativa em estratégia de negócio e não apenas em custo fixo. Confira!

“Saúde é benefício” — e esse pensamento está custando caro para sua empresa

Durante anos, programas de bem-estar foram tratados como algo secundário. Ou a empresa tinha, ou não tinha e isso não mudava muito os resultados.

Esse cenário mudou. E os dados mostram por quê.

Em 2024, o Brasil registrou 472 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, o maior número em pelo menos uma década um crescimento de 68% em relação ao ano anterior. Esse número não é apenas uma estatística de RH. É o reflexo direto de um modelo de gestão de pessoas que ainda reage quando o problema já está instalado, em vez de agir antes. CFF

No Brasil, 99% das empresas que medem o ROI de programas de bem-estar corporativo veem retornos positivos, e 93% dos líderes de RH relatam que o custo dos benefícios de saúde diminuiu como resultado desses programas, segundo o estudo ROI do Bem-Estar 2024 da Wellhub.

A conta é simples: quem investe em prevenção gasta menos com cura. O desafio está em saber por onde começar.

O conceito que convence até o board financeiro: custo evitado

A palestra trouxe um conceito que qualquer gestora ou gestor de RH pode levar para a reunião com a diretoria financeira: custo evitado.

Não se trata apenas de reduzir o que a empresa já gasta com o plano de saúde hoje. Trata-se de não gastar o que ela gastaria daqui a dois ou três anos, se não agir agora.

Estudos publicados no American Journal of Health Promotion mostram ROI de 3:1 a 6:1 em programas estruturados de saúde corporativa ou seja, para cada R$ 1 investido, até R$ 6 retornam ao negócio por meio de produtividade, redução de sinistros e diminuição de afastamentos.

A palestra apresentou um resultado ainda mais expressivo em um programa maduro e personalizado: uma relação de R$ 1 investido em prevenção para R$ 9 economizados no plano de saúde. Atenção: esse é um resultado de um programa avançado, com anos de implementação e personalização intensa. Ele é real, mas não deve ser usado como promessa imediata  é o destino de uma jornada bem executada.

Leia também: Como o vale-refeição e o vale-alimentação impactam a saúde e a produtividade da equipe

Os 4 pilares de um programa de bem-estar integral

A palestra apresentou uma estrutura com quatro pilares que pode servir de referência para qualquer empresa que queira organizar suas ações de saúde corporativa:

  • Cuidar: assistência direta, como centro médico multidisciplinar, check-ups periódicos e plano de saúde gerido de forma ativa para reduzir sinistralidade.
  • Ajudar: extensão da saúde para a família, como acompanhamento de gestantes e atividades para dependentes. Quando a família está bem, a pessoa colaboradora também fica mais engajada e presente.
  • Relaxar: foco em saúde mental com mapeamento de riscos psicossociais, telepsicologia e iniciativas de descompressão no ambiente de trabalho.
  • Exercitar: estímulo à atividade física com base nos aprendizados do cuidado preventivo reforço muscular para quem trabalha em funções que exigem esforço físico, grupos de corrida, parcerias com plataformas de atividade física.

Outro ponto central da palestra foi a identidade visual do programa. Ter um “guarda-chuva de marca” para todas as ações de saúde, um nome, um logo, cria reconhecimento interno e faz com que as pessoas colaboradoras se sintam parte de algo maior do que um conjunto de benefícios soltos.

Bem-estar não é mais opcional é estratégia

A palestra de Liliam, Daniel e Daniela deixou uma mensagem clara para gestoras e gestores de RH: a saúde corporativa que gera resultado não é aquela contratada como pacote fechado, mas a que é construída de dentro para fora, com escuta ativa, personalização e dados.

Começar não exige um orçamento gigantesco. Exige diagnóstico, método e consistência. E, principalmente, a coragem de apresentar saúde não como despesa, mas como o investimento com maior ROI que a empresa pode fazer em suas pessoas.

Quer continuar acompanhando os aprendizados do RH Summit 2026? O Blog VR traz coberturas completas das palestras mais relevantes do evento, com insights práticos para o dia a dia da gestão de pessoas. Fique ligado!

E se você quer estruturar os benefícios da sua empresa de forma integrada do vale-alimentação ao adiantamento salarial conheça as soluções VR para RH Digital e benefícios corporativos.

Curtiu o conteúdo?
Preencha o formulário e facilite a sua vida com as soluções da VR em benefícios, gestão de pessoas, mobilidade e muito mais. Simule sem compromisso!
Qual produto VR você tem interesse em conhecer?