Saber como implementar de forma eficiente a cultura de feedback no ambiente de trabalho se tornou um dos principais e maiores desafios das empresas que querem prosperar (e se manter) no mercado — independentemente do porte que elas tenham.

E isso não é à toa, já que essa prática significa estabelecer uma comunicação horizontal dentro delas que permite — por meio da troca de informações, opiniões, perspectivas, ideias e críticas positivas — que superiores e subordinados possam se ajudar mutuamente.

Ou seja, que possam ser capazes de aperfeiçoar o trabalho em equipe, solucionar problemas (interpessoais e de caráter profissional) e tornar o ambiente corporativo mais agradável.

Portanto, não somente a saúde da organização se torna mais estável à medida que essa cultura se instala e ganha força, mas também há uma série de efeitos positivos para os colaboradores, tanto a curto quanto a longo prazo, como a diminuição da insatisfação com o trabalho, maior desenvolvimento profissional e uma maior retenção de talentos.

É justamente pela importância do assunto que reunimos algumas dicas para que você consiga aplicar, estimular e tornar essa medida uma realidade no dia a dia da sua companhia. Acompanhe e se inspire!

Estabeleça uma rotina de reuniões dentro do setor

A primeira dica é promover, regularmente, uma reunião com todos os colaboradores do seu setor, em que possa ser debatido o andamento das atividades de cada um deles, as dificuldades enfrentadas no trabalho, as necessidades estruturais para melhorar o serviço, as metas mensais que foram ou não alcançadas, as novidades e mudanças da empresa e por aí vai.

Essa será uma excelente oportunidade para estimular a união deles enquanto equipe, incentivá-los a se inteirar sobre as funções dos colegas e incitá-los a se expressarem com mais confiança.

Além disso, será uma ocasião que servirá como treinamento para eles aprendam a fornecer feedback de forma coletiva sobre o que pode, para o benefício de todos, ser melhorado, evitado ou mantido quando se trata dos processos internos da organização.

Paralelamente a essa medida, aproveite para também definir, de 30 em 30 dias, uma reunião pessoal com cada um dos seus colaboradores — o que é fundamental para os profissionais mais introspectivos, uma vez que muitos acabam não se manifestando em grupo como gostariam e demandam uma maior atenção para se sentirem valorizados e respeitados.

Isso porque esse será o momento de ter um feedback mais informal e individualizado sobre como eles se sentem no cargo em que ocupam, como é o relacionamento com os demais, o que acham da empresa, se acreditam que podem construir um plano de carreira etc.

Ah, e mais: esse momento exclusivo com cada funcionário também serve para que você pode indicá-lo a uma promoção, por exemplo, caso a companhia esteja contente com o serviço dele ou mostrar, de forma construtiva, se há pontos de melhoria para que ele se aperfeiçoe e se desenvolva.

Invista em avaliações anônimas de desempenho e satisfação

Fora as reuniões coletivas e individuais, é importante que você não abra mão de dois tipos clássicos de avaliações. O primeiro, é o que analisa o grau de satisfação do colaborador em fazer parte da empresa e de trabalhar com a equipe que atua diariamente.

Já o segundo, por sua vez, é o que mede a percepção do funcionário em relação ao desempenho do setor dentro da organização e, em especial, da sua gestão nele.

Ambas — que devem ser realizadas de forma anônima e podem ocorrer a cada três ou seis meses — são essenciais para coletar opiniões, críticas e ideias que não foram levantadas nos momentos de interação que sugerimos.

Com isso, permite-se que aqueles que não se sentem confortáveis de fazer comentários na frente dos colegas ou diretamente a você também tenham voz.

E é justamente por isso que não deve haver identificação de quem faz as avaliações, garantindo, dessa maneira, que eles deixem o receio de lado e fiquem livres para se expressar.

Demonstre que está apto a receber feedbacks sobre sua gestão

Outra dica crucial para uma cultura de feedback é demonstrar que você não quer um retorno somente a respeito do que os colaboradores têm a dizer sobre a empresa ou impor, enquanto superior, a sua opinião.

Ao contrário; seja empático — colocando-se no lugar deles — e deixe claro que, embora seja o responsável pela gestão do setor, você também pode falhar. Logo, nada mais natural do que reconhecer isso e estar apto, quando necessário, a rever comportamentos e atitudes

Além disso, deixe claro que apesar de haver momentos específicos estabelecidos para o feedback (as reuniões), não é preciso restringir essa conversa apenas nessas horas. Eles devem se sentir livres, seguros e confiantes em procurá-lo quando acharem necessário.

Crie um quadro de acompanhamento de mudanças institucionais pós-feedback

Por um último, crie um QCDF — isto é, um Quadro Comparativo e Demonstrativo de Feedeback no setor. Caso ainda não esteja familiarizado com o modelo, não se preocupe! O funcionamento dele é bem simples e autoexplicativo.

Na prática, ele serve para expor a todos os colaboradores que os retornos dados por eles sobre a organização foram não apenas ouvidos e analisados, mas principalmente utilizados como fonte de ideias para promover melhorias dentro do local de trabalho.

Tudo isso, é claro, sem expor diretamente nenhum indivíduo, mas ressaltando o período em que eles ocorreram, quando foram colocados em prática e quais as possíveis alterações e/ou acréscimos sofreram.

Dessa forma, a empresa reforça a cultura de feedback como algo já institucionalizado por ela e prova como o engajamento dos funcionários (com análises sinceras sobre a instituição, críticas positivas, sugestões de melhoria etc.) é crucial para que mudanças positivas ocorram dentro dela.

Com isso, as pessoas se sentem mais valorizadas, por entenderem que a opinião delas é respeitada e considerada a todo momento, e passam a ser mais produtivas e se dedicarem mais ao trabalho, o que gera mais satisfação em trabalhar para a companhia.

Agora que você está por dentro do que é a cultura de feedback e da importância dela para a saúde de qualquer empresa, não deixe de colocar as nossas dicas em prática para, assim, adotá-las de maneira crescente e realmente efetiva.

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