CONARH: RH é um dos últimos a mudar, e isso precisa acabar

VR
19.08.2026
3 min de leitura
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Na Magna 11, “Agro Inteligente: Como a Tecnologia Está Moldando o Futuro do Campo”, Rodrigo Iafelice, sócio e board member da J Assy, passou boa parte da palestra falando de pulverização de precisão, robótica autônoma e dados de produção. Mas o recado mais direto, ele deixou para o público de RH sentado na plateia.

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“RH normalmente é um dos últimos a mudar”

Rodrigo foi direto: em qualquer empresa que passa por transformação, a área comercial costuma se adaptar primeiro, porque depende disso para vender e gerar receita. A tecnologia vem em seguida, empurrada pela necessidade de dar suporte a essa mudança. RH e contabilidade, segundo ele, tendem a ficar para o final da fila.

Ele não trata isso como crítica gratuita, mas como um convite à autocrítica: se o RH quer influenciar a cultura de adoção de tecnologia dentro da empresa, precisa primeiro romper a própria resistência a ela.

O erro mais comum: perguntar qual ferramenta usar

Um dos pontos mais repetidos na palestra foi a inversão de uma pergunta comum. Em vez de perguntar qual inteligência artificial usar, ele defende que a pergunta certa é qual problema, especificamente, precisa ser resolvido. Times de RH com sobrecarga em tarefas operacionais, como controle de benefícios, folha salarial ou gestão de frota, são exemplos diretos de onde esse tipo de solução tende a gerar valor real, liberando tempo para atividades mais estratégicas.

Chat não é agente

Rodrigo trouxe uma distinção técnica que vale para qualquer área, não só para o agro: uma interação pontual de chat, em que você faz uma pergunta e recebe uma resposta, é diferente de um agente, que precisa receber um papel bem definido e uma missão clara para atuar de forma mais autônoma. Ele descreveu, como exemplo pessoal, usar um pequeno grupo de agentes com funções específicas, como revisor ou gerador de ideias, para provocar e revisar seus próprios textos, sem delegar a escrita final a eles. A lição por trás disso é que um agente bem definido exige mais estrutura de quem o programa, e entrega mais valor exatamente por isso.

A tecnologia não substitui, amplia

O ponto que ele repetiu com mais insistência foi contra a ideia de que a IA vai substituir profissionais de RH ou de qualquer outra área. Para ele, o ganho real está em liberar tempo de tarefas repetitivas para que as pessoas se dediquem a decisões mais estratégicas, o que exige, principalmente da liderança de RH, engajar times inteiros nessa mudança, e não apenas adotar uma ferramenta isoladamente.

O desafio que ele deixou para a plateia

Ao final, a provocação foi direta: qual atividade do dia a dia da sua área você entregaria por completo a um agente de IA, se pudesse? A resposta a essa pergunta, segundo ele, é o primeiro passo prático para começar a mudança cultural que o RH precisa liderar, e não apenas acompanhar.

Esse foi mais um recorte da cobertura do CONARH 2026 no blog da VR, com destaques dos principais painéis do evento.

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