No RH Summit, Cássio Carvalho (Diretor Executivo de Negócios PJ da VR), Willian Tadeu Gil (Diretor Executivo de Pessoas, Jurídico e Governança Corporativa da VR) e Luiz, representante da área de tecnologia da Contex, trouxeram ao palco um diagnóstico direto sobre a gestão de pessoas no Brasil: a maioria dos RHs ainda opera olhando pelo retrovisor. E isso tem um custo alto e invisível na maioria das vezes, mas real. Confira!
“Meu RH só me mostra o que já aconteceu”
Essa é uma realidade em muitas empresas. Relatórios de eventos passados, planilhas de ponto, listas de afastamento. Tudo válido, mas tudo tarde demais.
Quando um risco aparece no relatório, ele geralmente já virou custo. Um processo trabalhista aberto. Uma equipe desfalcada por abandono. Um surto de afastamentos que parou a operação.
O problema não é falta de dados. É falta de integração e leitura preditiva desses dados. Como disse Cássio Carvalho durante a palestra: “O risco invisível é o maior porque no final ele que surpreende.”
O antídoto é uma mudança de postura: sair do ciclo de registrar o que aconteceu para medir a probabilidade do que vai acontecer. É isso que define o RH preditivo.
Dados espalhados em silos: o inimigo silencioso
Um dos principais obstáculos para essa virada é a fragmentação da informação dentro das próprias empresas. Dados de ponto em um sistema, benefícios em outro, folha em um terceiro. Nenhum deles se conversa.
Quando a informação está nos silos, o RH perde tempo reconciliando cadastros, corrigindo erros de preenchimento e gerando relatórios manuais. Sobra pouco espaço para análise real e nenhum espaço para antecipação.
A solução passa por centralizar tudo em uma única plataforma: um cadastro único que une ponto, benefícios e folha. Quando os dados se conversam, o RH ganha velocidade e passa a enxergar padrões que antes estavam escondidos entre sistemas desconectados.
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O algoritmo que prevê o abandono antes que aconteça
Um dos momentos mais impactantes da palestra foi a apresentação do painel de risco da VR. A ferramenta monitora variáveis como histórico de faltas, padrão de marcações de ponto e volume de horas extras para gerar um score de risco por colaborador ou área.
Quando o score sobe, um alerta é emitido para o RH e, principalmente, para o líder direto. Isso permite uma conversa antes que o problema se torne demissão, abandono ou processo trabalhista.
O mesmo raciocínio se aplica a riscos de saúde. Um exemplo prático citado na palestra: ao cruzar dados de atestados médicos enviados pelo SuperApp com geolocalização, a plataforma consegue identificar surtos de doenças como dengue em regiões específicas. O RH passa a saber, com antecedência, que vai precisar replanejar a operação naquele polo antes do pico de afastamentos, não depois.
A ferramenta ainda é capaz de prever passivos trabalhistas para os próximos 12 meses, transformando o que antes era surpresa em uma variável gerenciável.
A liderança como parceira da gestão de risco
Outro deslocamento importante apresentado na palestra é o da responsabilidade. Gestão de risco não é exclusividade do jurídico ou do RH centralizado. É também do líder direto, que está na ponta e pode agir no momento certo.
Para que isso funcione, o líder precisa da informação na mão. Um alerta de que alguém da equipe está excedendo o limite de horas extras diárias, por exemplo, permite uma conversa no mesmo dia não quando o processo já foi aberto.
Esse modelo distribui a gestão de pessoas de forma inteligente. O RH deixa de ser o único guardião dos dados e passa a ser o centro de análise que apoia a liderança com informações acionáveis em tempo real.
“O RH de forma estratégica é o RH do presente, do dia a dia ali que tá com a informação na mão e apoiando a empresa a gerar mais negócio.” Cássio Carvalho
O caso Contex: eficiência que aparece nos números
A palestra trouxe um resultado concreto que vale destacar. A Contex, empresa de grande porte do setor de BPO e call center, substituiu uma solução interna desenvolvida e mantida por uma equipe de 12 pessoas, por uma plataforma integrada da VR.
O resultado foi uma economia entre 30% e 35% na gestão da operação, além de ganhos de produtividade em processos que antes demandavam 15 minutos e passaram a ser praticamente imediatos. A equipe técnica dedicada à ferramenta interna foi reduzida a apenas uma pessoa responsável pela gestão da API.
Mais do que uma troca de sistema, foi uma mudança de postura. A Contex passou a projetar riscos para os próximos 12 meses, agir preventivamente sobre absenteísmo e colocar alertas diretamente nas mãos das lideranças.
Conclusão: o dado que você ainda não está vendo
A grande virada do RH preditivo não está na tecnologia em si, está na mudança de mentalidade.
Absenteísmo, abandono de emprego, passivo trabalhista, surtos de saúde regionalizados. Todos esses riscos têm sinais antes de virarem crise. A questão é se a sua empresa tem os dados integrados, os alertas configurados e a liderança preparada para agir no momento certo.
Essa é a diferença entre um RH que apenas registra e um RH que protege e gera valor real para o negócio.
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