Análise de registros de ponto do SuperApp VR revela que o excesso de jornada está presente em diferentes formatos de trabalho, incluindo 5×2 e 6×1, mas cresce entre trabalhadores de renda mais baixa
Levantamento da VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, com base nos registros de ponto de mais de 1,3 milhões de trabalhadores formais, mostra que o excesso de jornada está presente em diferentes faixas de renda e formatos de trabalho. A análise considera “excesso moderado” jornadas entre 44 e 54 horas semanais e “excesso alto” entre 54 e 64 horas.
| Classes | Até 44h semanais | 44h e 54h/semana | 54h e 64h/semana |
| A | 67% | 25% | 8% |
| B | 66% | 26% | 8% |
| C | 57% | 31% | 12% |
| D | 53% | 35% | 12% |
| E | 29% | 33% | 38% |
Os dados mostram que jornadas acima do limite legal estão presentes em diferentes modelos de escala, inclusive no 5×2. Entre trabalhadores da Classe A inseridos em jornadas 6×1, por exemplo, 67% permanecem dentro do limite legal de 44 horas semanais, enquanto 8% registram excesso alto de jornada. Já na Classe E, também em jornadas 6×1, o percentual de jornadas acima de 54 horas semanais sobe para 38%. No modelo 5×2, os índices de excesso permanecem menores, mas também aparecem em diferentes faixas de renda: na Classe E, por exemplo, 26% registram excesso moderado e 4% excesso alto.
Há diferentes formatos de jornada nas operações que utilizam a ferramenta de marcação de ponto e gestão de escalas da VR. Nesse sentido, os sinais de excesso podem surgir em todos os modelos, dependendo da distribuição de carga de trabalho, gestão de pausas e acompanhamento de horas-extras, como observado por Cássio Carvalho, diretor-executivo de negócios da VR. “Escala define a estrutura, enquanto a jornada mostra o que realmente acontece no dia a dia. Quando há pouca visibilidade sobre pausas, horas-extras e distribuição de carga, os impactos aparecem em indicadores como absenteísmo, rotatividade e perda de engajamento”, analisa.
No primeiro trimestre de 2026, os índices gerais de excesso de jornada variaram entre 15% e 17%. Em 2025, os percentuais oscilaram ao longo do calendário, com picos de 24% em março e outubro e de 23% em setembro, indicando períodos de maior pressão operacional ao longo do ano.
A VR, por meio do Painel de Impacto Social, já consegue medir os resultados de uma gestão de escala, entre outros serviços de RH Digital. Clientes que adotaram essas ferramentas de gestão já registram redução de 45% no turnover e de quase 37% nos processos trabalhistas, com impacto anual calculado em mais de R$ 1 bilhão nos negócios.
Segundo Carvalho, as discussões regulatórias ligadas à saúde do trabalhador ampliam a importância da gestão preditiva nas empresas. “A gestão de escalas e jornadas deixa de ser apenas operacional e passa a ocupar um espaço mais estratégico, especialmente em temas ligados à produtividade, riscos psicossociais e sustentabilidade da operação”, conclui.
