Liderar no agro é liderar pessoas, territórios e transformações 

VR
05.08.2026
4 min de leitura
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No segundo dia do Summit Mulheres nas Profissões, o painel “Liderar o agro é liderar territórios” reuniu Patricia Swart, Carminha Missio, Miriam Guedes Santiago Krindges e Ani H. Sanders, com mediação de Annette Reeves, para compartilhar trajetórias de liderança construídas em diferentes regiões e contextos do país. 

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O agro pode parecer distante da rotina de quem trabalha com gestão de pessoas, mas o painel trouxe discussões que interessam direto a quem lidera equipes em qualquer setor: como preparar sucessão, liderar sem hierarquia rígida e abrir espaço para novas lideranças em ambientes de constante transformação.

Liderança sem fórmula única

As histórias apresentadas no painel mostraram que não há uma fórmula única para construir uma carreira de sucesso. Em comum, as participantes destacaram a importância da capacidade de adaptação, da construção de relacionamentos e da disposição para assumir desafios em cenários em constante transformação.

Os diferentes contextos em que atuam exigem decisões que vão além da operação do negócio: liderar significa equilibrar interesses diversos, construir confiança e gerar impacto para pessoas, comunidades e organizações.

Nesse setor, quem conduz uma operação negocia constantemente com comunidade, cooperativa, sindicato, órgão ambiental, comprador e financiador, o que exige um tipo de liderança menos hierárquico e mais institucional. Essa competência vem ganhando peso em qualquer organização: a capacidade de conectar pessoas, alinhar interesses diferentes e mobilizar times em torno de um propósito comum.

Carreira no agro não é sinônimo de ter terra

O setor sustenta cadeias longas, e a maior parte das posições está fora da porteira. Pesquisa e melhoramento genético, análise de dados e monitoramento por satélite, crédito e seguro rural, comércio exterior, certificação e rastreabilidade, logística, marketing de origem e enoturismo, jurídico e regulação ambiental. São trajetórias que começam em formações bem distintas e que não exigem ter nascido no campo.

Isso amplia o caminho de entrada para o agro, e explica por que o painel reuniu trajetórias tão diferentes na mesma mesa.

O avanço das mulheres em posições de decisão

O painel também lançou luz sobre a crescente presença feminina em espaços historicamente ocupados por homens. 

Segundo o Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, 946,1 mil mulheres estão à frente de estabelecimentos agropecuários no Brasil, o equivalente a 19% do total de produtores. Em 2006, essa participação era de 13%. 

Os números mostram uma evolução importante, mas também reforçam que ainda há oportunidades para ampliar a participação feminina em cargos de liderança e fortalecer iniciativas que apoiem o desenvolvimento dessas profissionais. 

Outro tema que ganhou destaque foi a sucessão. Em muitos casos, mulheres assumiram posições de liderança em momentos de transição e necessidade, evidenciando a importância de preparar talentos de forma estruturada e antecipada. 

A discussão reforçou um desafio comum a organizações de diferentes segmentos: investir na formação de novas lideranças, promover a troca de conhecimento e criar condições para que profissionais estejam prontos para assumir responsabilidades estratégicas quando surgirem oportunidades.

Acompanhe a cobertura do Summit Mulheres na Profissão

A VR acompanhou o Summit Mulheres nas Profissões de perto e reúne aqui no blog os principais insights e aprendizados compartilhados durante o evento.

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