RAT (Riscos Ambientais do Trabalho): guia para o RH entender o cálculo e reduzir o encargo

Entenda o que é RAT, como funciona o cálculo e quais estratégias ajudam o RH a reduzir encargos relacionados à segurança e saúde no trabalho.
VR
22.07.2026
6 min de leitura
Mulher de blazer escuro e cabelo cacheado sorri ao ler papéis em uma mesa de escritório com xícara e prateleiras ao fundo.
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O RAT está relacionado ao grau de risco das atividades exercidas pela empresa e impacta diretamente os encargos sobre a folha de pagamento. Por isso, entender como esse cálculo funciona é importante tanto para manter a empresa em conformidade com a legislação quanto para reduzir custos relacionados à saúde e segurança ocupacional.

Neste artigo, você vai entender o que é RAT, como funciona o cálculo, qual a relação com o FAP e quais estratégias ajudam o RH a reduzir esse encargo de forma mais eficiente. Acompanhe!  

O que é encargo RAT?

RAT é a sigla para Riscos Ambientais do Trabalho, uma contribuição previdenciária paga pelas empresas para financiar benefícios relacionados a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais

Esse encargo é calculado sobre a folha de pagamento e varia conforme o nível de risco da atividade econômica exercida pela empresa. 

  • 1% para atividades de risco leve;
  • 2% para risco médio;
  • 3% para risco grave.

Essa classificação é definida a partir da atividade principal da empresa e do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). No entanto, o valor final da contribuição também pode sofrer alterações conforme o desempenho da empresa nos indicadores de saúde e segurança do trabalho. 

O que é FAP e como ele impacta o RAT? 

O Fator Acidentário de Prevenção (FAP) é um índice utilizado para ajustar o valor do RAT de acordo com o histórico de acidentes e afastamentos registrados pela empresa. 

Na prática, ele funciona como um multiplicador aplicado sobre a alíquota do RAT. Esse índice considera fatores como: 

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  • quantidade de acidentes de trabalho;
  • afastamentos previdenciários;
  • registros de doenças ocupacionais;
  • custos gerados para a Previdência Social.

Empresas com melhores indicadores de segurança e menor número de ocorrências podem ter redução na contribuição. Já organizações com maior histórico de acidentes e afastamentos podem sofrer aumento no valor do encargo. 

O FAP pode variar entre 0,5 e 2,0. Isso significa que a contribuição relacionada ao RAT pode ser reduzida pela metade ou até dobrar, dependendo do desempenho da empresa em relação à saúde e segurança ocupacional. 

Por isso, investir em prevenção, treinamentos e melhoria das condições de trabalho também pode gerar impactos financeiros positivos ao longo do tempo. 

Leia também: Reforma Tributária — o que é e quais os impactos no RH e Departamento Pessoal.

Como funciona o cálculo do RAT? 

O cálculo do RAT é feito com base na folha de pagamento da empresa e na alíquota correspondente ao grau de risco da atividade exercida. Esse percentual é aplicado sobre a remuneração paga às pessoas colaboradoras ao longo do mês. Na prática, funciona assim: 

Imagine uma empresa com:

  • folha de pagamento de R$ 100 mil;
  • alíquota RAT de 2%.

Nesse caso, o cálculo base será: 

  • R$ 100 mil × 2% = R$ 2 mil.

Depois disso, entra o FAP, que ajusta o valor final da contribuição. 

  • se o FAP da empresa for 0,5, o valor pago cai para R$ 1 mil;
  • se o FAP for 1,0, a contribuição permanece em R$ 2 mil;
  • se o FAP for 2,0, o valor sobe para R$ 4 mil.

Isso significa que os indicadores relacionados à segurança e saúde ocupacional podem impactar diretamente os custos da empresa com encargos previdenciários. 

Como o RH pode ajudar a reduzir o RAT? 

O RH tem um papel importante na redução do RAT, principalmente por atuar diretamente na gestão de pessoas, na organização dos processos internos e no fortalecimento das ações relacionadas à saúde e segurança do trabalho.

Embora o cálculo esteja ligado ao grau de risco da atividade da empresa, fatores como afastamentos, acidentes e condições ocupacionais também influenciam o valor final da contribuição ao longo do tempo. Confira algumas práticas que podem ajudar:

1. Invista em ações de prevenção 

Promover treinamentos, campanhas internas e iniciativas voltadas à segurança no trabalho ajuda a reduzir riscos no trabalho e prevenir acidentes no dia a dia. Orientações sobre uso correto de equipamentos, prevenção de acidentes e boas práticas operacionais, por exemplo, podem contribuir bastante.

2. Fortaleça os programas de saúde ocupacional

Acompanhamentos periódicos, ações de qualidade de vida e atenção à saúde física e mental das pessoas colaboradoras ajudam a construir ambientes mais saudáveis e produtivos. 

Programas de ergonomia, prevenção de doenças, incentivo ao cuidado com a saúde mental e acompanhamento médico são algumas iniciativas que podem reduzir afastamentos e melhorar a qualidade de vida no ambiente corporativo

3. Mantenha registros e processos organizados 

Documentação trabalhista, controle de afastamentos, registros de treinamentos e acompanhamento das condições de trabalho precisam estar atualizados e organizados. Esse controle facilita auditorias, fiscalizações e comprovações legais, além de ajudar a empresa a acompanhar indicadores importantes relacionados ao RAT e ao FAP.

Para isso, contar com um GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos) pode fazer toda a diferença. A solução facilita o armazenamento, o acesso e a organização de documentos trabalhistas e ocupacionais, reduzindo falhas operacionais e trazendo mais segurança para auditorias, fiscalizações e acompanhamento das obrigações legais. 

Leia também: GED — o que é e como funciona o Gerenciamento Eletrônico de Documentos

4. Utilize tecnologia na gestão de pessoas 

Ferramentas de RH ajudam a centralizar informações, automatizar processos e acompanhar dados importantes da rotina trabalhista e ocupacional. Soluções digitais podem facilitar o controle de documentos, gestão de afastamentos, acompanhamento de indicadores e organização de processos relacionados à saúde e segurança do trabalho.

Plataformas como o RH Digital da VR ajudam empresas a terem mais organização, agilidade e controle sobre processos relacionados à gestão de pessoas, contribuindo para uma rotina mais estratégica e eficiente. 

Quer entender como as soluções da VR podem apoiar a sua empresa? Fale com a gente e conheça as ferramentas que podem transformar a rotina do seu RH. 

Leia também: NR-1. Tudo o que você precisa saber.

Imagem de capa – Fonte: jalanajaudah / Freepik – Magnific.com (2026)

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