Se você trabalha com o varejo, já deve ter percebido que as transformações comerciais estão cada vez mais aceleradas e 2026 promete deixar esse movimento ainda mais intenso. Mudanças no comportamento de consumo, novas tecnologias e a disputa pela atenção de clientes são algumas das tendências de varejo para o próximo ano.
O setor vive um momento dinâmico de personalização avançada, jornadas de compra mais conectadas, novas estratégias digitais e uma experiência de loja totalmente repensada. Ao mesmo tempo, o público está mais exigente, buscando agilidade, conveniência e relevância em cada interação.
Por isso, entender para onde o mercado está caminhando é fundamental para desenvolver estratégias de varejo 2026 mais competitivas e eficientes. Continue lendo para saber o que vem por aí!
Quais as principais tendências para o setor 2026?
Para facilitar sua vida, reunimos a seguir, as principais transformações que devem influenciar o varejo em 2026, desde experiência de compras até tendências de marketing, personalização e novas formas de operar. Confira as novidades para se planejar para o próximo ano:
1. Experiência de compras mais imersiva e integrada
A primeira tendência do varejo, é a experiência de compras, que precisa ser um diferencial estratégico para competir no setor. As pessoas estão em busca de fluidez em toda a jornada: começar no digital, finalizar na loja física (ou o contrário), comparar produtos sem esforço e encontrar informações claras e atualizadas.
Por isso, crie uma experiência de compras realmente imersiva. Quanto menos atrito existir entre um canal e outro, maior será o valor percebido e maiores as chances de fidelização.
Exemplo prático:
Imagine que a pessoa adiciona um tênis ao carrinho no site, mas não finaliza a compra. No dia seguinte, quando ela entra na loja física, quem a atende já visualiza esse interesse no sistema e pode oferecer o mesmo modelo para experimentar, além de sugerir opções semelhantes com base no histórico e nas preferências dela.
O resultado? Uma experiência mais natural, rápida e personalizada, exatamente como o consumidor ou consumidora moderna espera.
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2. Personalização do início ao fim
Não reduza a tendência da personalização no varejo a somente “enviar um e-mail com o nome da pessoa”. O jogo muda quando o varejo usa dados de forma inteligente, responsável e ética para entender hábitos, preferências, histórico de compras e até o contexto de navegação. É a partir disso que surgem recomendações realmente úteis, aquelas que fazem o(a) cliente pensar: “Isso aqui parece que foi feito para mim”.
Exemplo prático:
Imagine que a pessoa pesquisou uma camiseta, mas não concluiu a compra. Em vez de bombardear ela com anúncios repetitivos, sua marca pode:
- Enviar um e-mail com comparativo entre modelos que combinem com o perfil dela: em vez de um simples “Você esqueceu algo no carrinho”, essa é uma oportunidade para enviar um conteúdo realmente útil, como uma tabela de medidas, caso ela tenha ficado com dúvidas na hora de escolher o tamanho.
- Oferecer um cupom personalizado apenas se houver alta intenção de compra, evitando descontos desnecessários: em vez de distribuir cupons de forma aleatória, identifique sinais claros de intenção, como visitas repetidas ao mesmo produto, adição recorrente ao carrinho ou busca por reviews. Nesse caso, um incentivo, como 10% de desconto ou frete grátis, pode funcionar como o empurrão final.
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3. Mais eficiência com automação e IA operacional
A combinação entre inteligência artificial, dados em tempo real e operações mais enxutas ajuda o varejo a reduzir rupturas, melhorar prazos de entrega, aumentar a precisão do estoque e, principalmente, liberar equipes para atividades mais estratégicas.
Exemplos práticos:
- Reposição automática baseada em demanda real: sistemas de IA identificam os produtos que estão prestes a esgotar. Isso reduz desencontros e garante prateleiras sempre cheias, especialmente em datas de pico, como Natal, Dia das Mães e campanhas promocionais.
- Chatbots mais inteligentes para suporte: assistentes treinados com base no comportamento real de clientes resolvem dúvidas sobre entrega, trocas, disponibilidade ou tamanho, sem precisar transferir para uma pessoa atendente. Isso melhora a experiência e reduz o tempo de resposta.
- Logística last-mile mais rápida e otimizada: a IA sugere rotas mais eficientes, otimiza a distribuição entre centros de estoque e diminui falhas na entrega. Com isso, você consegue oferecer prazos menores sem aumentar custos.
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4. Marketing mais inteligente e orientado por dados
Em 2026, as tendências de marketing no varejo passam por uma transformação importante: campanhas deixam de ser mais amplas para se tornarem mais inteligentes, rápidas e altamente direcionadas.
Exemplo prático:
Imagine que uma pessoa pesquisa tênis de corrida no site, assiste a uma review no Instagram e, no dia seguinte, vai até a loja física. O sistema integra todos esses sinais e envia uma notificação no app oferecendo um teste de pisada gratuito, com sugestões de modelos que combinam com o tipo de corrida que ela pratica.
5. Sustentabilidade como valor real e não somente discurso
A sustentabilidade passará a influenciar diretamente a decisão de compra. Existe uma grande parcela de consumidores e consumidoras de olho no impacto ambiental, que valorizam empresas que adotam práticas responsáveis de forma transparente, especialmente no varejo: onde logística, embalagens e operações têm grande peso.
As empresas que se destacam não tratam sustentabilidade como campanha, mas como estratégia. Elas integram práticas responsáveis em toda a operação:
- fornecedores certificados;
- produção mais limpa;
- embalagens reduzidas;
- logística reversa;
- iniciativas de economia circular;
- indicadores transparentes.
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Imagem de capa: Freepik (2025)
