Riscos ocupacionais: o que são, quais os tipos e como o RH deve agir para proteger a equipe

Entenda o que são riscos ocupacionais, quais são os tipos, como o RH deve agir para prevenir acidentes e o que diz a NR-1 sobre o tema.
VR
28.08.2026
8 min de leitura
três homens trabalhando em um canteiro de obras: eles usam coletes reflexivos amarelos, capacetes de segurança (azul, branco e amarelo), óculos e estão analisando uma planta e equipamentos de medição.
Assine a nossa newsletter e receba conteúdos exclusivos.

 

Acidentes de trabalho e doenças ocupacionais não afetam apenas trabalhadores e trabalhadoras, mas também geram impactos diretos para as empresas. Afastamentos, passivos trabalhistas, queda de produtividade e aumento do absenteísmo estão entre as consequências da falta de uma gestão adequada dos riscos ocupacionais

O RH tem um papel estratégico nesse processo, especialmente após as atualizações da NR-1, que reforçaram a necessidade de uma abordagem mais estruturada para a identificação, avaliação e controle desses riscos. 

Neste artigo, você vai entender o que são os riscos ocupacionais, quais são os principais tipos e como o RH pode contribuir para a construção de um ambiente mais seguro e saudável. Acompanhe!

O que são riscos ocupacionais?

Riscos ocupacionais são situações presentes no ambiente de trabalho que podem comprometer a saúde, a segurança ou a integridade física das pessoas colaboradoras. 

Eles podem causar acidentes ou contribuir para o desenvolvimento de doenças ocupacionais ao longo do tempo, especialmente quando há exposição frequente a agentes nocivos.

Mas aqui é importante diferenciar dois conceitos que costumam gerar dúvidas:

Banner
  • Perigo: é tudo aquilo que tem potencial para causar um dano, como uma máquina sem proteção, um produto químico tóxico ou uma postura inadequada mantida por longos períodos.
  • Risco: está relacionado à probabilidade desse dano acontecer e à gravidade das consequências que ele pode gerar.

Entender essa diferença ajuda a direcionar ações mais eficazes de prevenção. Ao identificar os perigos e avaliar os riscos envolvidos, as empresas conseguem adotar medidas que reduzem a exposição das equipes e tornam o ambiente de trabalho mais seguro. 

O que diz a NR-1 sobre os riscos ocupacionais? 

A principal referência para a gestão dos riscos ocupacionais no Brasil é a NR-1, norma que estabelece as diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho e define as responsabilidades das empresas nesse processo.

Entre os principais pontos da norma, destacam-se:

  • Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO): modelo adotado pela NR-1 para identificar perigos, avaliar riscos e definir medidas de prevenção. Para colocar esse gerenciamento em prática, as empresas devem elaborar e manter atualizado o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), documento que reúne o inventário de riscos e o plano de ação. 
  • Abrangência ampliada: a gestão deve considerar os diferentes grupos de riscos ocupacionais presentes no ambiente de trabalho, e não apenas riscos físicos, como acontecia em programas anteriores.

Um ponto de atenção importante: 

A atualização da NR-1, em vigor desde 2022, ampliou o olhar sobre a saúde das pessoas trabalhadoras. Embora os fatores psicossociais (como estresse crônico e assédio moral) sejam abordados mais diretamente na NR-17 (Ergonomia) por meio da análise da organização do trabalho, a tendência de mercado e a jurisprudência exigem que o RH e a área de SST olhem para a saúde mental de forma integrada à gestão de riscos. 

Quais são os tipos de riscos ocupacionais?

A legislação trabalhista brasileira classifica os riscos ocupacionais em cinco grupos principais: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Essa divisão ajuda as empresas a identificar os perigos presentes no ambiente de trabalho, avaliar seus impactos e definir medidas de prevenção adequadas.

O gerenciamento desses riscos faz parte das obrigações previstas na NR-1, que exige a identificação e o controle dos perigos capazes de afetar a saúde e a segurança dos trabalhadores e trabalhadoras

Além disso, outras Normas Regulamentadoras trazem diretrizes específicas para determinados tipos de exposição. Confira a seguir alguns dos principais riscos ocupacionais e as normas relacionadas:

Riscos físicos

Estão relacionados a agentes presentes no ambiente que podem afetar a saúde das pessoas ao longo do tempo ou em exposições intensas. Entre os exemplos mais comuns estão ruídos elevados, vibrações, radiações, calor excessivo, frio intenso e pressões atmosféricas anormais.

Esses riscos são frequentes em ambientes industriais, canteiros de obras e atividades que envolvem a operação de máquinas e equipamentos. A avaliação de diversos agentes físicos e seus limites de tolerância é tratada principalmente pela NR-15, que aborda as atividades e operações insalubres.

Leia também: Adicional de Insalubridade – veja o que é e como são as regras para pagamento desse direito do trabalhador!

Riscos químicos

Surgem da exposição a substâncias que podem causar intoxicações, alergias, irritações ou doenças ocupacionais. Poeiras, fumaças, vapores, gases, névoas e produtos químicos utilizados durante as atividades de trabalho fazem parte desse grupo.

Embora sejam mais comuns em indústrias, laboratórios e serviços de pintura, esses riscos podem estar presentes em qualquer organização que utilize produtos químicos sem controle adequado. A NR-15 também estabelece critérios para a avaliação de diversos agentes químicos.

Riscos biológicos

Resultam do contato com microrganismos ou materiais contaminados que podem transmitir doenças. Vírus, bactérias, fungos, parasitas e outros agentes biológicos representam riscos frequentes em atividades ligadas à saúde, saneamento, limpeza urbana, agropecuária e indústria alimentícia.

A prevenção envolve medidas como protocolos de higiene, vacinação quando aplicável, uso de equipamentos de proteção e capacitação das equipes. A exposição a agentes biológicos também é abordada pela NR-15, além de normas específicas para determinados setores.

Riscos ergonômicos

Estão ligados à forma como o trabalho é organizado e executado. Posturas inadequadas, movimentos repetitivos, levantamento de peso, jornadas excessivas, ritmo intenso de trabalho e tarefas mal planejadas podem gerar desgaste físico e mental.

Esses riscos costumam estar presentes em escritórios, call centers, linhas de produção e até mesmo no trabalho remoto. A principal referência para esse grupo é a NR-17, que estabelece parâmetros para adequar as condições de trabalho às características físicas e cognitivas das pessoas trabalhadoras.

Riscos de acidentes

Estão relacionados a situações que aumentam a probabilidade de ocorrências capazes de causar lesões ou danos imediatos à integridade física das pessoas. Entre os exemplos mais comuns estão máquinas sem proteção adequada, instalações elétricas expostas, armazenamento incorreto de materiais, quedas em altura, incêndios e falta de sinalização.

Esses riscos podem estar presentes em diferentes setores e exigem medidas preventivas, como manutenção de equipamentos, procedimentos de segurança, capacitação das equipes e uso adequado de equipamentos de proteção. 

A identificação e o controle dessas situações fazem parte do gerenciamento de riscos previsto pela NR-1.

Leia também: Como garantir a qualidade de vida no trabalho

Como o RH pode ajudar na prevenção de riscos ocupacionais?

Embora a gestão dos riscos ocupacionais envolva diferentes áreas da empresa, o RH tem um papel fundamental na coordenação das ações de prevenção. Entre suas principais responsabilidades estão:

  • Apoiar o mapeamento e a identificação dos riscos presentes em cada função e ambiente de trabalho.
  • Promover treinamentos e ações de conscientização sobre saúde e segurança.
  • Acompanhar indicadores como acidentes, afastamentos e doenças ocupacionais.
  • Garantir que documentos, registros e programas obrigatórios estejam atualizados.
  • Atuar em parceria com lideranças, CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e profissionais de segurança do trabalho para fortalecer a cultura de prevenção.

Quando essas ações fazem parte da rotina da empresa, torna-se mais fácil reduzir acidentes, preservar a saúde das pessoas colaboradoras e manter a conformidade com as exigências legais. 

Fortaleça a gestão de riscos com uma documentação organizada!

O controle de riscos e prevenção de acidentes é uma obrigação das empresas. Para demonstrar que essas ações estão sendo realizadas e manter a conformidade com a NR-1 e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), também é fundamental manter documentos, registros e evidências sempre organizados e acessíveis.

Inventários de riscos, planos de ação, treinamentos, laudos e demais documentos relacionados à saúde e segurança do trabalho precisam estar disponíveis para consulta e atualização sempre que necessário.

Nesse contexto, o GED da VR ajuda o RH a centralizar e organizar a documentação em um único ambiente digital, com mais rastreabilidade, segurança e facilidade de acesso às informações.

Conheça o GED da VR e descubra como simplificar a gestão documental da sua empresa, apoiando a organização dos registros exigidos pela legislação trabalhista.

Leia também: GED — o que é e como funciona o Gerenciamento Eletrônico de Documentos

Imagem de capa — Fonte: Stockypics / Magnific.com (2026) 

 

Curtiu o conteúdo?
Preencha o formulário e conheça a solução VR ideal para o seu negócio. Simule sem compromisso.
Qual produto VR você tem interesse em conhecer?